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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

Lesões Músculo-Esqueléticas relacionadas com o trabalho em Fisioterapeutas Work-related Musculoskeletal Disorders among Physiotherapists Moreira, Cláudiaa, Seixas, Adéritoa,b a Universidade Fernando Pessoa, Porto, email: 17986@ufp.edu.pt; b Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, e-mail: pee10016@fe.up.pt

1. INTRODUÇÃO O termo “Lesões músculo-esqueléticas” é um termo genérico utilizado na literatura para identificar várias lesões que podem afectar músculos, ligamentos, tendões, nervos, articulações e vasos sanguíneos envolvidos no movimento. Este grupo de patologias engloba um largo espectro de lesões que podem ser de início súbito ou insidioso, podem ser de curta duração ou afectar um indivíduo para toda a vida (Bernard, 1997; Sanders & Dillon, 2006; Sanders & Stricoff, 2006;

Woolf & Pfleger, 2003). Este tipo de lesões é muito comum e tem importantes consequências para o indivíduo e para a sociedade (Brooks, 2006). Elas são das principais fontes de encargos em todo o mundo e estiveram na génese da Década da Articulação e do Osso, uma iniciativa da OMS (Brooks, 2006) que não cumpriu ainda os objetivos propostos tendo sido continuada até 2020 (Atik, 2010).

Apesar de largamente abordadas e discutidas por vários investigadores as lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho (LMERT) continuam a ser muito comuns e a sua incidência tem até aumentado (Franco, 2010).

Segundo, Bork et al (1996) os fisioterapeutas desempenham actividades de rotina como transferir pacientes dependentes, assistir pacientes na marcha, promover resistência manual, dar assistência nas actividades e fazer levantamentos pesados.

Este tipo de tarefas coloca os fisioterapeutas perante um risco agudo de desenvolver LMERT.

A prevalência de LMERT em fisioterapeutas relatada na literatura varia em função da abordagem dos estudos, surgindo referências que variam entre 48% e 91% (Adegoke, Akodu, & Oyeyemi, 2008; Alrowayeh et al., 2010; Cromie, Robertson, & Best, 2000; Glover, McGregor, Sullivan, & Hague, 2005; Holder et al., 1999; Nordin, Leonard, & Thye, 2011). Se em alguns estudos a idade, o género e a área de atuação parecem influenciar os valores reportados (Glover, et al., 2005; Nordin, et al., 2011), em outros parecem não desempenhar um papel de relevo (Alrowayeh, et al., 2010).

O presente estudo tem como objetivo identificar a prevalência deste tipo de lesões em fisioterapeutas Portugueses uma vez que não foram encontrados dados publicados referentes à realidade nacional. Desta forma pretende-se dar a conhecer as possíveis causas para o aparecimento destas lesões, as respectivas implicações no trabalho, as actividades que possam estar na origem da lesão, identificar as estratégias de prevenção realizadas pelos fisioterapeutas e encontrar associações entre os dados relativos às queixas dos fisioterapeutas e as características da amostra deste estudo, como, o género e a área de atuação.

2. MATERIAL E MÉTODOS O presente estudo é de carácter transversal e descritivo, tendo sido realizado em instituições privadas (hospitais e clínicas) da região Norte. Após obtida a autorização das instituições foi entregue o instrumento de avaliação assim como os devidos consentimentos informados a 60 fisioterapeutas e foram esclarecidas todas as questões que julgaram necessárias. Foi utilizado um instrumento de avaliação constituído por um questionário sócio-demográfico e o questionário nórdico músculo-esquelético (QNM). Com o questionário sócio-demográfico pretendeu-se obter informação relativa à idade, sexo, anos de experiência profissional, número de utentes atendidos e horas de trabalho diárias, área de atuação, estratégias de prevenção, implicações da dor no trabalho, causa e actividades desencadeantes da lesão e com o QNM pretendeu-se obter informação relativa aos sintomas de dor, desconforto ou dormência reportados nos últimos 12 meses por área anatómica. O QNM A versão do QNM utilizada foi a adaptada e publicada por Serranheira et al. (2003) para a população Portuguesa.





A análise estatística foi realizada pelo programa de SPSS, versão 18. Foi executada uma análise descritiva relativamente ao género, idade, nº de utentes por dia, nº de horas de trabalho, área de atuação, anos de experiência profissional, implicações da dor no trabalho, possíveis causas e actividades desencadeantes da lesão e uma análise inferencial (Teste Qui-Quadrado) para determinar a possível relação entre género e área de atuação nas áreas anatómicas afectadas. Foi estabelecido o nível de significância de 5%.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Dos 60 inquéritos entregues 13 (21,7%) não foram devolvidos, totalizando uma amostra de 47 fisioterapeutas com média de idades de 31,11±7,35 anos (compreendidas entre os 22 e os 57 anos). Dos 47 fisioterapeutas inquiridos, 70,2% (n=33) eram do sexo feminino e 29,8% (n=14) eram do sexo masculino.

Do total da amostra, 44 (93,6%) fisioterapeutas afirmaram já ter sentido dor em alguma parte do corpo e quando inquiridos sobre os últimos 12 meses, 42 (89,4%) afirmaram ter LMERT embora apenas 7 (14,9%) referem ter sido impedidos de comparecer no local de trabalho.

Verificou-se que os fisioterapeutas não trabalham em apenas uma área e que a maior área de atuação é a ortopedia (93,6%), seguindo-se a neurologia (70,2%). Relacionando a área de atuação com as diferentes áreas afectadas, verificouse que estas são as que podem levar a um maior desenvolvimento de LMERT (Tabela 1).

A maior prevalência de dor nas costas verificou-se nos fisioterapeutas com idades compreendidas entre os 22 e os 39 anos e nos fisioterapeutas com menor experiência profissional.

–  –  –

As principais causas apontadas pelos inquiridos como desencadeantes de lesão foram a realização de força, a fadiga e/ou cansaço e as más posturas e as principais actividades desencadeantes foram as transferências e a terapia manual.

Relativamente às implicações da dor no trabalho, verificou-se que deixar de executar técnicas/posturas que causassem dor foi a mais citada com 28 citações, seguido do aumento das ajudas mecânicas com 20 citações e de pedir ajuda a terceiros com 14 citações.

Constatou-se que 35 fisioterapeutas (74,5%) realizam estratégias de prevenção e como actividades preventivas mais referidas, destacam-se adopção de boas posturas, exercício físico e alongamentos.

As regiões mais afectadas foram a coluna cervical, a coluna lombar e os ombros e no que refere à intensidade da sintomatologia, apurou-se que no global os fisioterapeutas referem intensidade moderada, sendo que a grande maioria não chega a referir intensidade. O género influenciou a prevalência de lesão (figura 1), tendo sido o feminino o mais afectado em todas as áreas corporais com a excepção da coluna dorsal. As diferenças encontradas a nível da coluna cervical são significativas (p=0,012).

Figura 1 - Prevalência de LMERT nos últimos 12 meses por área anatómica nos dois géneros No presente estudo, verificou-se que 93,62% dos fisioterapeutas da nossa amostra já teve LMERT, sendo que 89,4% apresentaram LMERT nos últimos 12 meses. Estes resultados assemelham-se aos obtidos por Adegoke et al. (2008) e Bork et al. (1996) que nos seus estudos obtiveram, 91,3% e 80% respectivamente. Segundo Bork et al. (1996) o conhecimento que o fisioterapeuta detém acerca desta problemática parece não lhes conferir algum tipo de vantagem no que respeita às LMERT.

Nos estudos de Bork et al (1996), Cromie et al. (2000) e Glover et al. (2005) foram identificados os fisioterapeutas mais jovens entre 20 e 30 anos, como os indivíduos mais susceptíveis para desenvolver LMERT. No presente estudo foi feita uma análise descritiva para a dor no corpo relacionada com a idade, na qual se identificou que os indivíduos mais jovens são os que apresentam maior prevalência.

Relativamente à relação entre a prevalência de LMERT e experiência profissional os resultados obtidos vão de encontro ao apontado pela literatura sendo que nos primeiros 5 anos de experiência profissional a prevalência de queixas é superior (Adegoke, et al., 2008; Glover, et al., 2005).

Nordin et al. (2011) indicam a transferência de pacientes e a terapia manual como principal actividade causal de lesão, assim como no presente estudo. Outras actividades referidas na literatura como desencadeantes de lesão são tratar um grande número de pacientes (Adegoke, et al., 2008), repetição de tarefas e trabalhar na mesma posição por longos períodos de tempo (Glover, et al., 2005).

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

Cromie et al. (2000) verificaram que 16,7% dos fisioterapeutas mudaram a área de especialidade devido à dor mas no nosso estudo apenas 6,4% referiram esse procedimento. As implicações no trabalho, devido à lesão músculo-esquelética, mais referenciadas foram deixar de executar técnicas/posturas que causavam dor, aumentar as ajudas mecânicas e pedir ajuda a terceiros, também Adegoke et al. (2008) referiram que grande parte dos inquiridos adaptou o tratamento realizado pelo facto da presença de LMERT. Já Alrowayeh et al. (2010) referem que a maioria dos inquiridos não alterou os hábitos laborais devido à lesão.

Na relação entre género e dor músculo-esquelética no último ano, foi identificada uma maior predisposição do género feminino para desenvolver LMERT, tal como reportado nos estudos de Adegoke et al. (2008) e Nordin et al. (2011).

Quanto às áreas mais afectadas nos últimos 12 meses, neste estudo foram a coluna cervical (74,5%) e coluna lombar (57,5%). A literatura disponível aponta a coluna cervical e lombar como áreas mais afectadas mas indica a coluna lombar como a área mais afectada (Adegoke, et al., 2008; Alrowayeh, et al., 2010; Glover, et al., 2005; Nordin, et al., 2011) excepto o estudo de Cromie et al. (2000) que apontam a coluna cervical como are amais afectada.

Dos fisioterapeutas inquiridos apenas 1 referiu não ter comparecido no local de trabalho devido à lesão mas uma grande parte referiu ter recorrido ao auto-tratamento ou ao tratamento informal por colegas, reforçando o conhecimento existente (Alrowayeh, et al., 2010; Glover, et al., 2005). Os fisioterapeutas tendem a não reportar a lesão aos superiores e a procurar tratamento informal entre os seus pares, mantendo a problemática das LMERT menos evidente do que é. Os fisioterapeutas devem ser encorajados a reportar as suas queixas para que o impacto real da problemática seja apurado.

Estes resultados devem-se à actividade diária do Fisioterapeuta, essencialmente em posturas de sobrecarga sob a coluna vertebral, seja por problemas de adaptação ao perfil antropométrico dos pacientes, seja por outros problemas do trabalho, levando ao aparecimento de lesões músculo-esqueléticas nestes profissionais.

4. CONCLUSÕES O estudo permitiu concluir que a prevalência de LMERT nos últimos 12 meses na amostra em estudo é elevada, afectando principalmente a coluna cervical e lombar. As causas reportadas pelos inquiridos foram a realização de força, a fadiga e/ou cansaço e as más posturas, sendo as transferências de pacientes e a realização de técnicas de terapia manual as actividades mais apontadas como desencadeantes de lesão. A não realização de tarefas desencadeantes de dor e o recurso a ajudas mecânicas ou de terceiros foram as implicações no trabalho mais reportadas.

Os fisioterapeutas mais novos e com menor experiência profissional parecem ser mais afectados, assim como os fisioterapeutas do género feminino e os que exercem nas áreas da Ortopedia e Neurologia.

Medidas de prevenção e tratamento adequadas são recomendadas para minimizar a prevalência deste tipo de lesões entre os fisioterapeutas.

5. REFERÊNCIAS Adegoke, B., Akodu, A., & Oyeyemi, A. (2008). Work-related musculoskeletal disorders among Nigerian Physiotherapists. BMC Musculoskeletal Disorders, 9(1), 112.

Alrowayeh, H. N., Alshatti, T. A., Aljadi, S. H., Fares, M., Alshamire, M. M., & Alwazan, S. S. (2010). Prevalence characteristics, and impacts of work-related musculoskeletal disorders: a survey among physical therapists in the State of Kuwait. Bmc Musculoskeletal Disorders, 11.

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