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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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De forma a tentar reduzir as concentrações para valores inferiores aos VLE, para além do reconhecimento precoce do perigo e da utilização de meios técnicos de controlo, algumas medidas devem ser tomadas. O conhecimento da situação de exposição a este tipo de poeiras, ou seja, o reconhecimento do perigo, é o primeiro passo para a proteção dos trabalhadores expostos. A aplicação de meios técnicos de controlo pode ser considerada como “Boas Práticas”, pelo facto de prevenirem a exposição. Uma grande parte das tarefas desenvolvidas na indústria é geradora de poeiras e consequentemente da sobre-exposição dos trabalhadores ao pó de sílica cristalina respirável, a qual contribui, significativamente, para a mortalidade e morbidade ocupacional. Meeker (2009) avaliou o desempenho de sistemas de controlo disponíveis comercialmente do tipo pessoal e portátil. Com estes sistemas foram atingidas reduções de até 96% na concentração de quartzo respirável entre trabalhadores expostos com e sem sistema de controlo. No entanto pode-se concluir que ainda há necessidade de estabelecer estratégias para melhorar o desempenho deste tipo de equipamentos (Meeker, Cooper, Lefkowitz, & Susi, 2009). Outras medidas preventivas, como seja, exames médicos regulares, proteção respiratória e formação, devem ser tomadas. A formação dada aos trabalhadores no início da sua atividade profissional é importante, mas as formações de reciclagem também o são. O Equipamento de Proteção Individual (EPI) deve ser utilizado como o último recurso atendendo ao facto que a sua utilização, é habitualmente esporádica, a menos que haja uma fiscalização apertada e as máscaras respiratórias não são eficazes para concentrações de poeiras muito elevadas (Thomas, 2010).

Ao longo de toda a pesquisa ficou evidenciada a ligação entre a exposição a poeiras de sílica e os efeitos que esta pode exercer, em regra nefastos. A silicose, a principal doença com origem na exposição a este tipo de contaminante, pode ser definida como a doença que resulta da exposição prolongada a poeiras de sílica. A inalação de poeiras contendo sílica cristalina pode ser prejudicial para a saúde humana, chegando a ser fatal se não forem usadas medidas preventivas adequadas. Este facto tem sido causa de elevada preocupação a nível mundial, desde que a humanidade começou a escavar a crusta terrestre (Thomas, 2010). A silicose apresenta-se tipicamente como uma doença crónica após 10 ou mais anos de exposição à sílica cristalina (Checkoway, 1995). A existência de uma relação quantitativa entre exposição a quartzo- e risco de silicose é bem reconhecida (McDonald, 1995), (Donaldson, et al., 1998). Em vários estudos efetuados tendo em conta a idade média dos trabalhadores e a média da sua história de trabalho, autores como Sanderson e Golbabaei concluem que trabalhadores muito jovens e com poucos anos de atividade não apresentarem sintomas graves de silicose e, portanto, a probabilidade de tosse, catarro, alergias e distúrbios cutâneos são muito baixos (Sanderson, et al., 2000) (Golbabaei, et al., 2004). Tal como noutras pesquisas se tem mostrado, os sintomas aparecem após 10 anos de experiência profissional, enquanto os trabalhadores analisados nestas pesquisas têm um historial de trabalho muito pequeno o que leva a que seja demasiado cedo para encontrar qualquer relação entre concentração de quartzo e sintomas respiratórios e da pele (Calvert, et al., 1997). A exposição a sílica cristalina pode ser responsável pelo aumento do risco de desenvolvimento de tuberculose e outras doenças respiratórias, contribuir para doenças renais (Thomas, 2010) e outras doenças autoimunes sistémicas, incluindo esclerodermia, artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistémico, e algumas escleroses de pequenos vasos com comprometimento renal. Estudos sobre grupos específicos de profissionais com alto nível de exposição à sílica, como é o caso dos mineiros, quer em trabalhos em subterrâneo quer a céu aberto, mostraram aumento das taxas de doenças autoimunes em comparação com as taxas esperadas na população em geral. A manifestação específica deste efeito pode depender de diferenças subjacentes na suscetibilidade genética ou outras exposições ambientais (Parks, Conrad, & Cooper, 1999). Alguns autores apontam outros fatores, que associados à exposição a sílica potenciam outras doenças. Segundo Solt, a exposição dos trabalhadores a sílica está associada com o aumento de risco do desenvolvimento de artrite reumatóide. No entanto, a patogénese desta doença reflete fatores genéticos e ambientais como é o caso do hábito de consumo de tabaco, pouco se sabendo sobre a influência de outros fatores. No entanto sabe-se que fatores, como a idade, área residencial, classe socioeconómica e hábitos tabágicos, foram considerados como potenciais fatores de confusão na análise da associação entre a exposição à sílica e a artrite reumatóide (Stolt & Källberg, 2004).

Como aspeto consensual, a silicose é considerada uma doença ocupacional que pode ser prevenida, mas que não possui cura. Atualmente, não existe tratamento efetivo disponível (Thomas, 2010), (CDC), 2005).

5. REFERÊNCIAS (CDC)., C. f. (2005). Silicosis mortality, prevention, and control--United States, 1968-2002.

Bahrami, A., Golbabai, F., M. H., Qorbani, F., Aliabadi, M., & Barqi, M. (2008). Determination of exposure to respirable quartz in the stone crushing units at Azendarian-West of Iran. 46, 4, 404-408. Ind Health.





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Checkoway, H. (1995). Methodological consideration relevant to eoidemiology studies of silica and Lung cancer. Applied Occupational Environment Hygiene, 10, pp. 1049-1055.

Demircigil, G. (2010). Increased micronucleus frequencies in surrogate and target cells from workers exposed to crystalline silicacontaining dust. Mutagenesis, 25, 163-169. Oxford Journals Life Sciences & Medicine Mutagenesis.

Donaldson, K., & Borm, P. (1998). The quartz hazard: a variable entity. Annals of Occupational Hygiene, 42, pp. 287-294.

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Madsen, F., & Rose, M. (1995). Review of quartz analytical methodologies: present and future needs. Applicated Occupational Environment Hygiene, 10, pp. 991-1002.

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Mikolajczyk, U. (2010). Exposure to silica dust in coal-mining. Analysis based on measurements made by industrial hygiene laboratories in Poland, 2001-2005. 61, 3, 287-297. Polónia: MEDYCYNA PRACY.

Mukhopadhyay, K., & Ramalingam, A. (2011). Exposure to respirable particulates and silica in and around the stone crushing units in central India. 49, 2, 221-227. Ind Health..

Orme, D. (1998). Hazardous Substances in Quarries. Mining and Quarrying Occupational Health and Safety Committee.

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Sanderson, W. T., Steeland, K., & Deddens, J. (2000). Historical respirable quartz exposures of industrial sand workers:1926-1996.

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Londres: Occupational Medicine.

Stolt, P., & Källberg, H. (2004). Silica exposure is associated with increased risk of developing rheumatoid arthritis: results from the Swedish EIRA study. 582-586. Sweden.

Thomas, C. R. (2010). A brief review of silicosis in the United States. Environmental Health Insights, 4, pp. 21-26.

Vinzents, P. (1995). A method for establishing tentative occupational exposure limits for inhalable dust. 39, 6, 795-800. Annals of Occupational Hygiene.

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

Avaliação da exposição ocupacional a anestésicos voláteis num hospital central Volatile anesthetic agents occupational exposure evaluation in a central hospital Matoso, Tiago a; Leite, Ema S.b/c/d ; Consciência, Susanae a Serviço de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar Lisboa Norte EPE - Hospital de Santa Maria, Avenida Prof. Egas Moniz 1649 – 035 Lisboa, tiago.matoso@hsm.min-saude.pt; b Serviço de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar Lisboa Norte EPE - Hospital de Santa Maria, Avenida Prof. Egas Moniz 1649 – 035 Lisboa, ema.leite@hsm.minsaude.pt; c Escola Nacional de Saúde Pública / Universidade Nova de Lisboa, Av. Padre Cruz 1600-560 Lisboa, emaleite@ensp.unl.pt; d Centro de Investigação e Estudos em Saúde Pública (CIESP), Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Universidade Nova de Lisboa (UNL); CMDT- Laboratório Associado, Universidade Nova de Lisboa.

e Serviço de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar Lisboa Norte EPE - Hospital de Santa Maria, Avenida Prof. Egas Moniz 1649 – 035 Lisboa, susana.consciencia@chln.min-saude.pt

1. INTRODUÇÃO Os anestésicos voláteis são utilizados em contexto hospitalar em diversos blocos operatórios, mas também noutros locais de trabalho (unidades de técnicas ou salas de procedimentos específicos). Actualmente, os mais utilizados são o protóxido de azoto e os anestésicos halogenados, como o sevoflurano ou o desflurano. Estes agentes são compostos altamente voláteis, que podem poluir os locais onde são utilizados, originando desta forma a exposição dos profissionais, particularmente enfermeiros e médicos.

A presença de resíduos de gases anestésicos nos locais de trabalho pode estar relacionada com vários factores, como por exemplo a inexistência de sistemas de exaustão apropriados, a manutenção insuficiente do equipamento de anestesia ou do circuito de gases (que pode originar fugas) e práticas de trabalho menos adequadas na administração da anestesia aos pacientes durante as cirurgias ou outros procedimentos invasivos (NIOSH, 2007).

Alguns dos efeitos sobre a saúde dos profissionais expostos incluem efeitos a nível do sistema nervoso central (cefaleias, dificuldade de concentração e redução da velocidade de resposta) ou possibilidade de efeitos a nível hepático, renal ou hematológico. As consequências relacionadas com a saúde reprodutiva foram muito estudadas desde os anos 70; no entanto, nas condições de trabalho actuais não parecem existir evidências epidemiológicas destes efeitos (LUCCHINI, 1999; OLIVEIRA, 2009; SANDERS, 2008).

O objectivo deste trabalho consistiu na caracterização da exposição ocupacional a gases anestésicos nos blocos operatórios de um hospital central, incluindo neste estudo tanto as salas onde estes são administrados como as zonas anexas, durante o ano de 2010. Para além disso, pretendeu-se identificar que factores contribuíram para os níveis detectados de anestésicos.

2. MATERIAIS E METODOLOGIA

Trata-se de um estudo descritivo, em que se efectua a análise retrospectiva das concentrações de gases anestésicos presentes no ambiente de trabalho de 25 salas de 13 blocos operatórios e áreas contíguas (incluindo zonas de desinfecção, corredores anexos e zonas de recobro), ao longo do ano de 2010. A avaliação quantitativa é efectuada periodicamente (aproximadamente de 6 em 6 meses) por uma empresa externa ao hospital, comparando-se os valores médios obtidos com valores limite de exposição (VLE - MP) nacionais e internacionais, disponíveis para o protóxido de azoto (25 ppm NIOSH e OSHA; 50 ppm – ACGIH e NP 1796) e para os anestésicos halogenados (2 ppm – OSHA, para o enflurano, pois não existem valores limite estabelecidos especificamente para o sevoflurano e desflurano).

As medições nas salas foram efectuadas na zona considerada mais desfavorável, à altura média das vias respiratórias, e em vários pontos do circuito de gases, de forma a detectar eventuais fugas. A avaliação foi efectuada em situação real de trabalho (durante a cirurgia), ou através de uma simulação (efectuada quando não existe actividade operatória com utilização de anestésicos voláteis, sendo utilizado um modelo que simula a administração de anestesia ao doente). O equipamento utilizado foi um analisador multi-gás, recorrendo ao método de medição directa das concentrações de anestésicos no ar. Cada medição foi determinada em 15 minutos, sendo calculado o valor médio correspondente a aproximadamente 10 medições instantâneas.

Todos os blocos analisados possuem ventilação geral com sistema de renovação do ar, para além de todos estarem equipados com sistema dedicado de exaustão de gases anestésicos. Cada bloco operatório possui duas salas de operações (excepto um deles, que possui apenas uma).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Em 2010, foi efectuado um total de 42 avaliações de gases anestésicos nas 25 salas dos 13 blocos operatórios (recorde-se que ao longo de 2010, foram efectuadas aproximadamente 2 avaliações por bloco). Daquelas, 28 foram efectuadas em situação real de trabalho, as restantes 14 em simulação.

A distribuição de resultados da avaliação de protóxido de azoto em salas de operações está representada na Figura 1. Das 42 avaliações efectuadas, só em 18 foi avaliada a concentração de protóxido, pois na maior parte das avaliações

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