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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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Disponível em http://www.planalto.gov.br/ Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ Oliveira, S.C.F., Tomaz, A.F., Barbosa Filho, A.B., Lucena, N.M.G., Gualberto Filho, A. Adaptação de postos de trabalho ocupados por pessoas portadoras de deficiência física. In: 11º Congresso Brasileiro de Ergonomia, 2001, Gramado/RS, Anais, Gramado/RS, Simonelli, A. P., Camarotto, J. A. (2005). Método de análise de tarefas industriais como ferramenta para a inclusão de portadores de necessidades especiais no trabalho. Revista Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, 16 (3), 13-146.

Tortosa, L. et al. (1997). Ergonomia y Discapacidad. Madrid: Ministerio de Trabajo y Asuntos Sociales, 1997.

Quedas em meio hospitalar – Riscos e consequências (Estudo de caso no Hospital Distrital da Figueira da Foz) Falls in hospital ambient - risks and consequences (case study from distrital hospital in figueira da foz) Martins, Margaridaa ; Ferreira, Anab; Figueiredo, Joãoc, Conde, Jorged b a ESTeSC, Discente de Pós-Graduação em Gestão e Administração Pública, email: mguida3@gmail.com; ESTeSC, Docente do Departamento de Saúde Ambiental, email: anaferreira@estescoimbra.pt; c ESTeSC, Docente do Departamento de Ciências Complementares, email: jpfigueiredo@estescoimbra.pt; d ESTeSC, Docente do Departamento de Cardiopneumologia, email: jconde@estescoimbra.pt

1. INTRODUÇÃO A taxa de quedas de um serviço é um indicador da qualidade dos cuidados. As quedas, consoante a sua severidade, originam: preocupação do doente e dos seus familiares; dor; incapacidade funcional e/ou lesões; realização de meios complementares de diagnóstico adicionais; intervenções terapêuticas/cirúrgicas adicionais e prolongamento do internamento. Nos EUA, é um dos indicadores da qualidade dos cuidados de enfermagem seleccionados pela Associação Americana de Enfermeiros (Direcção Geral de Saúde, 2000).

A primeira estratégia de actuação é a incorporação nos cuidados de enfermagem de instrumentos de avaliação do risco de queda que permita assinalar os idosos com perfil de risco (Caldevilla & Melo, 2010). Os instrumentos/ protocolos implementados pela enfermagem tendem a avaliar as características intrínsecas do doente na hora da admissão no serviço, de modo a classificá-lo como alto ou baixo risco para queda (Costa, 2010). Em Portugal, não tem existido uma notória preocupação com a validação de ferramentas de avaliação do risco de queda, verificando-se em algumas instituições hospitalares a utilização de instrumentos que não sofreram a adaptação ou validação para o contexto português. Este facto, poderá condicionar o processo e as intervenções subsequentes, dado que os instrumentos poderão não ser sensíveis à população em causa e não corresponder às reais necessidades dos doentes (Caldevilla & Melo, 2010).

Apesar disso, a utilização de instrumentos de avaliação é um recurso fundamental para a prevenção, independentemente do instrumento seleccionado, o importante será que seja específico e sensível para a população em causa e fazer parte integrante da prática profissional do enfermeiro (Almeida, 2010).

A promoção de um ambiente seguro e confortável ao doente institucionalizado, atenuando o desenraizamento do seu meio natural e consequente despersonalização, é uma das constantes preocupações do enfermeiro (Almeida, 2010). A bibliografia consultada orienta-nos para hospitais com baixas dotações de enfermeiros evidenciaram uma taxa mais elevada de doentes com complicações, nomeadamente: infecções, choque, paragens cardíacas, erros de medicação, quedas de doentes e consequente elevada demora média e aumento de custos (Nunes, 2006). O dimensionamento ou dotação de pessoal, refere-se à adequação dos recursos humanos à necessidade em cuidados de saúde que «é considerado factor primordial de gestão estratégica» (Parreira, 2005). A dotação de pessoal está directamente ligada à qualidade e segurança de cuidados prestados face às necessidades expressas, sentidas e identificadas (Nunes, 2006). As pessoas constituem o único recurso vivo e inteligente das organizações de saúde e são elas que mobilizam todos os outros recursos As consequências são, assim, de diversos tipos, podendo ser de natureza física, como psicológica e social, afectando a qualidade de vida da pessoa (Saraiva, et al., 2008). As consequências físicas são todas as lesões directamente causadas pelo traumatismo (feridas, hematomas, fracturas). Ao nível psicológico as consequências que despontam são o medo de voltar a cair, a ansiedade, a depressão, a perda da auto-estima, entre outros. Quanto às sociais, estas passam pelo aumento dos custos com recursos humanos e técnicos, em parte devido ao aumento do tempo de internamento, mas também devido ao aumento da necessidade de ajuda ao doente face à diminuição da sua autonomia (Almeida, 2010).

Estes custos relacionados são da exclusiva responsabilidade da organização quando a queda ocorre fora do limiar máximo contratualizado para a causa/doença que motivou o internamento (Serviços Financeiros do Hospital Distrital da Figueira da Foz, 2011). Este tipo de acidentes traduz importantes consequências para o indivíduo e instituições, sendo a prevenção, a estratégia prioritária a utilizar pelos profissionais e organizações de saúde. Os objectivos do estudo de investigação consistiram em conhecer o índice de risco de queda dos doentes internados no serviço piloto; identificar as associações existentes entre risco de queda e idade, medicação, condição de marcha e história prévia de queda; analisar as consequências das quedas para o doente e para a instituição com vista à garantia da segurança do doente e consequentemente ganhos e qualidade em saúde e colaborar na implementação da meta 6 (segurança do doente) no âmbito do processo de acreditação do hospital ao fazer a colheita e tratamento dos dados.





2. MATERIAL E MÉTODOS Tratou-se de um estudo observacional tipo: retrospectivo, realizado no serviço de Especialidades Cirúrgicas do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF), o design amostral foi do tipo não probabilístico e quanto à técnica esta foi de conveniência, cuja amostra foi constituída por 135 utentes internados no período de Junho 2010 a Janeiro 2011. A colheita de dados baseou-se na consulta do processo individual, no Arquivo Geral do HDFF, mais concretamente na consulta da folha de admissão de enfermagem de onde foram colhidos os dados demográficos, tipo de medicação,

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

história de queda prévia, condição de marcha e do instrumento de avaliação do Risco Queda – Escala de Morse, implementado no serviço referido, desde Junho 2010. Foi solicitado autorização ao Conselho de Administração do HDFF para a consulta dos processos clínicos e foi assegurado o anonimato dos doentes, a confidencialidade dos dados extraídos e a não existência de interesses comerciais e financeiros com o respectivo estudo.

A escala de Morse foi o instrumento escolhido pela instituição para a elaboração da meta 6 no âmbito do processo de acreditação e que “é descrito como uma ferramenta adequada para a avaliação do risco de queda” (Costa, 2010). Todos os doentes internados, foram avaliados quanto ao risco de queda através da Escala de Morse, no momento da admissão, avaliando 6 itens: 1 – História de queda; 2 – Diagnóstico secundário; 3 – Ajudas na mobilização; 4 – Terapia endovenosa; 5 – Marcha; 6 – Estado mental. De acordo com os scores obtidos os doentes são considerados doentes de baixo risco se score estiver entre 0 e 24; médio risco se score entre 25 e 50; alto risco se score ≥ 50. Os dados foram tratados com recurso ao programa estatístico SPSS versão 17.0. A decisão dos designs estatísticos (paramétricos ou não paramétricos) a utilizar para o tratamento e análise de dados, adequaram-se em função dos seguintes critérios: o valor da Simetria, obtido através do quociente entre o valor estatístico da Skewness pelo erro padrão da medida; o valor do Achatamento, obtido através do quociente entre o valor estatístico da Kurtosis pelo seu valor do erro padrão; a Avaliação da Aderência à Normal, através da utilização dos testes estatísticos Shapiro-Wilk e Kolmogorov-Smirnov. Foram aplicadas como medidas descritivas: Estatísticas de Frequência (Absoluta e Relativa), medidas de localização (media e mediana) e medidas de dispersão (variância e desvio padrão). Foram aplicados os testes seguintes: t-student para amostras independentes; Anova a 1 factor para amostras independentes, testes de ajustamento x 2 da independência e teste exacto de Fisher bem como, testes de associação, nomeadamente, o Odds Ratio. A interpretação dos testes estatísticos assentou numa base com nível de significância p=0,05 e com um intervalo de confiança de 95%.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A amostra em estudo, era constituída por 135 utentes, sendo 34 do sexo masculino e 101 do sexo feminino com média de idade de 63,68% (± 19,864) e de 53,27% (± 14,52) respectivamente. Quanto avaliámos o consumo de medicamentos, dos 34 homens, verificámos que a maioria tomava hipotensores e anticoagulantes. Das 101 mulheres, 44 tomava benzodiazepinas, 29 hipotensores; 28 antidepressivos. No que concerne à condição de marcha, 82,4% tinham uma condição independente, 12% revelaram ter uma condição parcialmente dependente e 6% tinha uma condição de total dependência. Relativamente à história de queda anterior, 8 homens e 11 mulheres revelaram ter tido quedas anteriores.

Observaram-se diferenças médias de idades para os utentes que foram classificados com presença ou ausência de risco. A presença de risco é efectivada com mais expressão em indivíduos com uma média de idade de 68 anos (13,46), e foi diferente no grupo com ausência de risco, que rondava a média de idade de 53 16,04 anos (p-value0,001). A presença de “alto risco” ocorreu em utentes com uma média de idade de 67 (17,996) anos face ao baixo risco ou ausência deste (p-value0,001). Procurámos avaliar o tipo de consumo de medicamentos segundo o tipo de risco, com base na Escala de Morse. Os utentes que consumiam medicamentos, para cumprimento de uma terapêutica, associado a presença de risco, este, foi observado em 24% dos utentes consumidores, sendo que, deste consumo geral, 29% tomavam benzodiazepinas e de forma semelhante quanto ao número de utentes classificados com risco, foram os consomem hipotensores, antidepressivos e anticoagulantes. A maioria dos utentes em estudo é consumidora de medicamentos (65%), de onde se destacam o consumo de benzodiazepinas (38%) e hipotensores (34%). A oportunidade de estar em risco é 7,05 vezes superior para os utentes que consomem medicamentos, relativamente aos que não consomem, nomeadamente, benzodiazepinas (3,96); hipotensores (1,30); antidepressivos (2,79) e anticoagulantes (4,90). Os utentes que revelaram uma condição de marcha dependente (79%) encontravam-se em risco. A oportunidade de estar em presença de risco é 33,30 vezes superior para os utentes com uma condição de marcha dependente face aos de marcha independente. Os utentes que revelaram história de queda, a totalidade foram classificados com “presença de risco”.

4. CONCLUSÃO Ao longo dos anos foi sendo construída a ideia de segurança associada ao hospital, enquanto local de excelência para a prestação de cuidados às populações. Contudo, o desenvolvimento destas instituições e a própria prática clínica demonstraram que mesmo no ambiente hospitalar existem riscos que podem ameaçar a integridade física, psicológica e sociológica dos utentes, como é o caso das quedas.

Almeida e Caldevilla realizaram uma revisão sistemática acerca dos factores de risco para quedas em ambiente hospitalar e relataram como um dos factores mais frequentes a idade avançada. Verificou-se haver presença de risco em utentes com média de idade de 68 anos o que está de acordo com a Chaimowicz quando afirma que “ a ocorrência de queda aumenta gradualmente acima dos 65 anos. Observou-se presença de alto risco de queda em utentes com média de idade de 67 anos. Tal, pode ser devido aos internamentos de doentes de Medicina Interna que ocorreram por falta de vagas no serviço de medicina e cujas idades eram mais avançadas, nos meses de Dezembro 2009 e Janeiro 2010.

Quando avaliámos dimensões como a medicação, verificou-se haver relação entre o consumo de medicamentos e a presença de risco, com base no instrumento de avaliação Escala Morse. Constatou-se a presença de risco em 24% dos utentes consumidores. Este fenómeno é confirmado por vários autores (Almeida, 2010; Caldevilla & Melo, 2010;

Saraiva, et al. 2008), quando referem a poli farmácia (≥ 4 medicamentos) como um factor intrínseco de queda. Verificouse que a maioria dos utentes em estudo é consumidora de medicamentos (65%), de onde se destacam as benzodiazepinas consideradas como psicotrópicos cujos efeitos originam funções motoras diminuídas, fraqueza, tonturas, hipotensão, confusão e sonolência (Costa, 2010; Chaimowicz, 2000). Se associarmos estes efeitos ao facto de o utente se sentir desenraizado do seu ambiente habitual é fácil acontecer a queda. A oportunidade de estar em presença de risco também é significativa nos utentes que tomam hipotensores, antidepressivos e anti-coagulantes. No caso destes últimos, as consequências da queda podem ser agravadas devido ao efeito do medicamento, nomeadamente hemorragias graves, hematomas que por vezes exigem transfundir o doente. A toma de benzodiazepinas e antidepressivos pode estar relacionada com o diagnóstico de uma parte significativa da amostra do sexo feminino (mastectomia uni ou bilateral e histerectomia total por processo neoplásico). Como os medicamentos indicam o numero do co-morbilidades que o individuo possui, espera-se que pessoas com mais patologias associadas tomem mais medicamentos (Almeida, 2010).

Esta última afirmação pode explicar a alta percentagem de poli farmácia entre os utentes do estudo, já que a associação de patologias apresenta-se como um factor de risco adicional e bastante comum na população estudada. A Escala de Morse atribui um score de 15 pontos a utentes que tenham dois ou mais diagnósticos secundários.



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