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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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Por isso, a inclusão dessa população no meio sócio-laboral tem sido amplamente discutida e incentivada nas esferas federal e estadual através de diversas leis e decretos. Dentre as medidas legais adotadas pelo Estado destacam-se as leis nº 8.112, de 11/12/1990, que assegura às pessoas com deficiência (PD) o direito de reserva de 20% das vagas oferecidas em concurso público e a lei nº 8213/91 que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a serem formados por 2% a 5% de pessoas com deficiência no seu quadro de funcionários.

Porém, observa-se que a legislação vigente não garante a inclusão da PD no mercado de trabalho uma vez que, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2010, do total de 44,1 milhões de vínculos ativos em 31 de dezembro, 306 mil foram declarados como pessoas com deficiência, representando 0,7% do total de vínculos empregatícios, apresentando um aumento em relação ao ano anterior (288,6 mil vínculos) (Brasil, 2011).

Verifica-se que o processo de inclusão da PD no mercado de trabalho é uma tarefa difícil que tem encontrado algumas dificuldades, tais como: a falta de capacitação profissional da PD, presença de barreiras arquitetônicas e organizacionais e a discriminação acerca do potencial funcional da mesma. Desta forma, é fundamental entender as interações entre as pessoas e os elementos do sistema de trabalho, a partir dos fundamentos e métodos da Ergonomia, de modo a possibilitar a adequação do trabalho às capacidades funcionais da pessoa com deficiência (Guimarães, 2011).

Algumas empresas têm contratado trabalhadores com deficiência sem métodos adequados, portanto sem uma análise prévia das condições de acessibilidade, das exigências de seus postos de trabalho e das potencialidades dessas pessoas, tendo como resultado problemas de adequação, acidentes e prejuízos tanto econômicos quanto à imagem e consciência social da empresa, além de problemas psico-sociais sobre as PDs (Simonelli e Camarotto, 2005).

É preciso comparar as demandas do trabalho e as capacidades da pessoa com deficiência, ou seja, avaliar as habilidades do indivíduo e determinar as demandas e requisitos da atividade de trabalho. A meta é que as exigências do trabalho não superem as capacidades funcionais do trabalhador e o posto seja acessível e seguro. Assim, os postos de trabalho devem permitir ou facilitar o desenvolvimento de suas capacidades e habilidades, evitando também a progressão de deficiências que já existem e/ou a aparição de outras novas (Tortosa et al, 1997).

Um posto de trabalho não adaptado ao trabalhador com deficiência, assim como a qualquer trabalhador, levará prejuízos a empresa, como a queda da produtividade, aumento do absenteísmo, maior probabilidade de acidentes de trabalho e de erros. Também prejudicará o trabalhador, pois irá levá-lo a um maior esforço para se adaptar ao posto de trabalho, aumentando a fadiga, o estresse, as posturas inadequadas e o risco de lesões músculo-esqueléticas (Oliveira et al, 2001).

O objetivo do artigo é apresentar os resultados da avaliação do posto de trabalho do armador de ferro da construção civil para determinar o perfil dos trabalhadores com deficiência que poderiam exercer essa função e quais as adaptações necessárias.

2. MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa de campo foi realizada, entre os meses de outubro e dezembro de 2010, em uma obra de uma rede de abastecimento de água, na Região Metropolitana de Recife-PE, Brasil.

As técnicas utilizadas para este estudo de campo foram: observação direta das atividades realizadas e do ambiente de trabalho, entrevistas semi-estruturadas com os trabalhadores do posto de trabalho analisado, registro em vídeo e fotográfico da execução das tarefas. A análise do posto de trabalho do armador de ferro foi realizada através do software ErgoDis/IBV, desenvolvido pelo Instituto de Biomecânica de Valência (IBV) para avaliação ergonômica de postos de trabalho ocupados por pessoas com deficiência, que recolhe informação das tarefas e do sujeito com a finalidade de orientar o avaliador na tomada de decisões sobre o caso e, se possível, na sugestão de adaptações.

Segundo Ferreras et al (2006), o método ERGODIS/IBV é um software destinado à adaptação de postos de trabalho para pessoas com deficiências físicas, mentais e/ou sensoriais e foi validada em vários países e vários profissionais foram treinados para usá-la.

As etapas de execução da coleta de dados da pesquisa de campo foram:

1. Determinação do trabalho real do posto de trabalho do armador – a partir da descrição do trabalho prescrito fornecido pelos documentos PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente Trabalho) e LTCAT (Laudo Técnico das Condições Ambientais de Trabalho), trabalhadores da função avaliada, engenheiro civil e o técnico de segurança foram entrevistados com a finalidade de descrever o trabalho real e fornecer informações para determinação das exigências físicas e cognitivas da tarefa.

2. Levantamento fotográfico e/ou vídeo do posto de trabalho – tem a finalidade de auxiliar no levantamento de dados referentes aos movimentos e posturas adotadas na realização das atividades que são necessários para a determinação das exigências físicas e intelectuais da tarefa.





3. Determinação das exigências físicas e intelectuais da tarefa do posto de trabalho do armador de ferro através do software ErgoDis/IBV.

4. Foram pesquisados dados na literatura nacional sobre as principais doenças e características das lesões dos acidentes de trabalho no setor da construção civil, porém não foram encontradas informações sobre as principais sequelas e/ou deficiências causadas pelo setor. Assim, através de informação verbal de Engenheiro Civil especialista na área de Segurança e Higiene do Trabalho na Construção Civil, foram definidas as deficiências mais comuns provocadas por acidentes de trabalho na construção civil, uma vez que esta é uma indústria que emprega poucas pessoas com deficiência.

Foram simulados indivíduos com deficiências auditivas parciais e totais, deficiências visuais parciais e totais, amputações de dedos, mão, braço, perna e pé no software Ergodis/IBV para determinar se poderiam exercer a função analisada e/ou quais as adaptações necessárias.

5. Análise e interpretação dos dados coletados, com a definição das causas das inadequações físicas, organizacionais e intelectuais do posto de trabalho.

6. Elaboração de recomendações para adequações físicas, organizacionais e intelectuais do posto de trabalho analisado.

Em se tratando de uma pesquisa com seres humanos, este estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco com registro de número 315/10.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A função de armador de ferro era exercida por 19 trabalhadores, sendo que suas atividades eram realizadas na construção de estruturas de concreto armado utilizado nas fundações, pilares, vigas e lajes na obra onde foi realizada a pesquisa.

A descrição do trabalho prescrito e do trabalho real foi importante para o conhecimento do trabalho do armador de ferro e para determinação das exigências físicas e intelectuais necessárias para desempenhar a função. O trabalho prescrito foi obtido a partir do documento PCMAT e LTCAT e para determinação do trabalho real, dois trabalhadores da função, um engenheiro civil e um técnico de segurança foram entrevistados, onde foram questionados sobre como eram realizadas cada uma das tarefas. Segundo os documentos PCMAT e LTCAT, o trabalho prescrito do armador de ferro é: dobrar, cortar e pontear ferragem e montagem e aplicação da ferragem dos pilares, vigas, lajes e paredes.

Foram simulados 9 indivíduos hipotéticos com diferentes tipos de deficiências no software para verificar se poderiam exercer a funções de armador e quais as adaptações necessárias.

O sujeito hipotético simulado no software com deficiência auditiva parcial apresentava surdez moderada que de acordo com o artigo 4º do Decreto nº. 3.298/99 (Brasil, 1999) consegue ouvir a partir de 41 dB(A) e não utilizava aparelho auditivo. A pessoa com deficiência visual parcial hipotética simulada apresentava baixa visão, ou seja, acuidade visual entre 5% e 30% no melhor olho, com a melhor correção óptica. Nos casos hipotéticos de sujeitos com amputações de braço, mão, perna e pé, foram consideradas amputações totais de uma dessas estruturas. Os indivíduos com amputação de dedos e polegar simulados apresentavam perda total de 4 dedos, exceto o polegar, e perda total do polegar, respectivamente, assim não conseguindo realizar o movimento de pinça e tendo deficiência para segurar objetos com essa mão.

O trabalho na obra é realizado de segunda a quinta-feira das 7:00 às 17:00 horas e na sexta-feira das 7:00 às 16:00 horas, com uma hora de intervalo para o almoço, totalizando 44 horas semanais. Algumas vezes é necessário realização de horas extras para finalizar as etapas da obra de acordo com o prazo estabelecido.

A partir dos resultados encontrados através do software verifica-se que apenas trabalhadores com deficiência auditiva, e com amputações de perna ou pé poderiam exercer a função de armador de ferro. O trabalhador com deficiência auditiva parcial apresenta surdez moderada, não apresentando limitação na audição e na comunicação com os outros trabalhadores, por isso o resultado foi aceitável sem mudanças. Um indivíduo com deficiência auditiva total teria dificuldade em se comunicar com os outros trabalhadores, porém isso poderia ser superado através da comunicação escrita, gestual e por leitura labial, não o impedindo de executar as atividades da função, assim o resultado foi aceitável sem mudanças. Trabalhadores com amputações de perna ou pé poderão exercer as atividades de armador de ferro se utilizarem próteses para a perna ou pé, facilitando o deslocamento no canteiro de obras e permitindo o manuseio dos objetos e ferramentas com as mãos ao se deslocar e em pé, por isso o resultado foi aceitável com mudanças.

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

Nos casos de trabalhadores com amputação total de braço, mão, polegar ou dedos, o resultado foi inaceitável porque as atividades desenvolvidas na função exigem movimentos e força em ambos os membros superiores. No caso de um trabalhador com deficiência visual parcial, ele apresentará bastante dificuldade devido à exigência da acuidade visual para realização das tarefas de montagem das estruturas de ferro, assim foi determinado resultado inaceitável. No caso de um trabalhador com deficiência visual total, o resultado foi inaceitável, pois o mesmo não conseguirá realizar as atividades da função.

4. CONCLUSÕES Assim, verifica-se a importância dos três domínios da Ergonomia, uma vez que através da Ergonomia Física pode-se obter informações referentes às posturas e movimentos necessários para a realização das tarefas. A partir da Ergonomia Cognitiva, determina-se a necessidade de raciocínio e tomada de decisão pelo trabalhador no desenvolvimento da atividade. A Ergonomia Organizacional tem sua importância relacionada à distribuição das tarefas e carga de trabalho dos postos de trabalho.

Dessa forma, através do conhecimento da tarefa, das exigências físicas, intelectuais e organizacionais dos postos de trabalho e com a determinação das capacidades funcionais do trabalhador com deficiência, podem ser realizadas adequadamente as adaptações dos postos de trabalho. Para isso, é importante que o levantamento, análise dos dados e as recomendações físicas, intelectuais e organizacionais sejam realizadas por profissionais com experiência na área de Ergonomia.

Os resultados da pesquisa mostraram que apenas os trabalhadores com deficiência auditiva total e parcial poderiam exercer a função de armador de ferro sem nenhuma mudança no ambiente de trabalho. Indivíduos com amputação de perna ou pé, também poderão exercer as tarefas no posto de trabalho avaliado, porém se utilizarem próteses adequadas para a perna ou pé.

Devido à carência de publicações sobre o tema da inclusão de pessoas com deficiência na indústria da Construção Civil, recomenda-se a realização de novos estudos neste setor produtivo, com o objetivo de facilitar o processo de inserção laboral de indivíduos com deficiência, facilitar o cumprimento da lei de cotas e melhorar a adaptação do trabalho a pessoa com deficiência.

5. AGRADECIMENTOS Parte integrante de dissertação de mestrado – Exigência da tarefa e o perfil dos trabalhadores com deficiência: um estudo de caso na construção civil usando o software ErgoDis/IBV – ano 2011 – Departamento de Design da UFPE.

Financiamento: CAPES.

6. REFERÊNCIAS Brasil. Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Disponível em http://www.planalto.gov.br/

Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. RAIS – Relação Anual de Informações Sociais, 2000 a 2010. Disponível em:

http://www.mte.gov.br/. Acesso em: 01 ago. 2011.

Guimarães, B. M. (2011). Exigências da tarefa e o perfil dos trabalhadores com deficiência: um estudo de caso na construção civil usando o software ErgoDis/IBV. Recife: UFPE (Mestrado em Design) Programa de Pós–Graduação em Design, Departamento de Design. Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2011.

Ferreras, A. et al. (2006). Ergonomic adaptation of workplaces for people with disabilities: case studies. In: Proceedings IEA Congress

- Meeting Diversity in Ergonomics, 2006, Anais, Eur. Erg. Elsevier Ltd, 2006.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2002) Tabulação Avançada do Censo Demográfico 2000. Rio de Janeiro:

IBGE, 2002.

Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.



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