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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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3.4. Incapacidade resultante dos acidentes No que respeita à gravidade dos acidentes de trabalho notificados, grande parte não conduziu a qualquer incapacidade para os acidentados (70%, sem incapacidade), seguidos dos que originaram dias de ausência ao trabalho (20%, incapacidade absoluta para todo e qualquer trabalho). O número de dias de ausência ao trabalho aumentou consideravelmente ao longo dos últimos três anos, verificando-se quase o dobro de dias perdidos quando se compara o ano de 2008 (n=894 dias) com 2010 (n=1572 dias). Estes resultados não são proporcionais ao número de acidentes com baixa médica (Incapacidade temporária absoluta), que diminuíram entre os dois anos: 59 acidentes em 2008 e 43 acidentes em 2010. Os acidentes por “esforço” representam 51% dos acidentes com Incapacidade Temporária Absoluta para todo e qualquer trabalho, conduzem a um número elevado de dias de ausência ao trabalho, ou a restrições físicas para algumas tarefas, quando o profissional regressa ao trabalho. Entre 2008 e 2010, foram perdidos 2212 dias de trabalho consequentes de acidentes por “esforço”, 1073 dias por queda de pessoas e 71 dias na sequência de exposição a agentes biológicos. Os acidentes que conduzem a ausências ao trabalho, têm implicações na saúde e bem-estar dos profissionais acidentados e, muitas vezes, interferem com a sua vida familiar e social. Estas ausências ao trabalho, conduzem também a alterações na organização dos serviços, acarretando custos elevados para a instituição. Por outro lado, no regresso ao trabalho de um profissional portador de Incapacidade Temporária Parcial, consequente de lesão músculo-esquelética, constatam-se inúmeras dificuldades na sua recolocação no mesmo serviço com restrições para as tarefas habituais, assim como carga de trabalho acrescida para os colegas. A reintegração do profissional para a sua actividade pós acidente ou doença, revela-se como uma preocupação, tanto para o Serviço onde o profissional está afecto, como para a Saúde Ocupacional que realiza consultas de acompanhamento nesta fase.

4. CONCLUSÕES Ao longo dos anos têm sido implementadas no HGO diversas medidas para prevenir a ocorrência de acidentes.

No entanto, esta análise detalhada dos dados dos acidentes notificados durante 6 anos permitiu conhecer a tendência de ocorrência, e posteriormente definir um conjunto de medidas preventivas dirigidas a locais de trabalho e a grupos profissionais específicos. Num estudo com profissionais de saúde no Brasil, foi atribuído como factor de risco para as lombalgias, o transporte e movimentação de doentes, a postura inadequada e estática, e a inadequação do mobiliário e equipamentos de trabalho (Nishide et al, 2004). No que respeita aos acidentes com exposição biológica, Bálsamo e Felli (2006) referiram que a aplicação das precauções universais não é suficiente para garantir as medidas de prevenção, devendo fazer parte das estratégias, as reflexões individuais sobre as mudanças de comportamento.

De facto, no âmbito da prevenção de acidentes e também de doenças relacionadas com o trabalho, é crucial a participação activa de cada profissional, quer na consciencialização individual do risco, quer na tomada de actos e procedimentos seguros quer para si próprio, quer para os outros profissionais e doentes.

5. REFERÊNCIAS Alexandre, N.; Benatti, M.. (1998), Acidentes de Trabalho afectando a coluna vertebral: Um estudo realizado com trabalhadores de enfermagem de um hospital universitário; Revista Latino-Americana de Enfermagem, Abril, 6 (2): 65-72.

Balsamo, A., Felli, V. (2006), Estudo sobre os Acidentes de Trabalho com Exposição aos Líquidos Corporais Humanos em Trabalhadores da Saúde de um Hospital Universitário, Revista Latino-Americana de Enfermagem, Maio-Junho, 14 (3): 346-53.

Engkvist, I. (2008), Back injuries among nurses – A comparison of the accident processes after a 10-year follow-up, Safety Science, 46: 291-301 Monteiro, C., Benatti, M., Rodrigues, R. (2009), Occupacional Accidents and Health-Related Quality of Life: A Study in Three Hospitals, Revista Latino-Americana de Enfermagem, Janeiro-Fevereiro, 17 (1): 101-107.

Nishide, V., Benatti, M., Alexandre, N. (2004), Ocorrência de Acidentes de Trabalho numa Unidade de Terapia Intensiva, Revista Latino-Americana de Enfermagem, Março-Abril, 12 (2): 204-11.

O cidadão com deficiência visual face à prevenção de riscos profissionais The blind citizen within occupational risks prevention Frias Costa, Andréia Vidinhaa, Pinheiro, Francisco Alvesb;Rua, Aurac;Tato Diogo, Migueld a Universidade do Porto / MESHO / FEUP / Rua Dr. Roberto Frias, s/n 4200-465/ Porto/ Portugal/ +351 225 081 997 /andreia_vidinha_frias@hotmail.com;bUniversidade do Porto / DemSSO / FEUP / Rua Dr. Roberto Frias, s/n 4200-465/ Porto/ Portugal/ +351 225 400407 / pee10019@fe.up.pt;c Universidade do Porto / MESHO / FEUP / Rua Dr. Roberto Frias, s/n 4200-465/ Porto/ Portugal/ +351 225 081 997 /aura.rua@gmail.com;dUniversidade do Porto / CIGAR Centro de Investigação em Geo-Ambiente e Recursos / FEUP Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto / Rua Dr.

Roberto Frias, s/n 4200-465/ Porto/ Portugal/+351 225 081 997 / tatodiogo@fe.up.pt

1. INTRODUCÃO O conceito de deficiência é muito complexo e evolutivo confundindo-se muitas vezes com a sua objetivação: a incapacidade, isto é, as consequências da deficiência no desempenho dequalquer atividade.





De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS, 1980), “a deficiência no domínio da saúde, representa uma qualquer perda ou anormalidade da estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica".

Na perspetiva da reabilitação profissional a Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2004), designa por “pessoa deficiente,toda e qualquer pessoa, cujas perspectivas de encontrar e de conservar um emprego conveniente, assim como de progredir profissionalmente, estão sensivelmente diminuídas em consequência de uma deficiência física ou mental devidamente reconhecida”.

Deacordo com a Lei Portuguesa n.º 38/2004, de 18 de agosto, que define as bases gerais do regime jurídico da prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência, considera-se “pessoa com deficiência aquela que, por motivo de perda ou anomalia, congénita ou adquirida, de funções ou de estruturas do corpo, incluindo as funções psicológicas, apresente dificuldades específicas susceptíveis de, em conjugação com os fatores do meio, lhe limitar ou dificultar a atividade e a participação em condições de igualdade com as demais pessoas”(Portugal, 2004).

As pessoas com deficiência não formam um grupo homogéneo (física, auditiva, visual,mental ou intelectual), sendo que a própria deficiência pode ser de nascença (congénita), ou podeter sido adquirida ao longo da vida (OIT, 2004).

A OIT, em 2011estimou que em todo o mundo existem cerca de 1 bilião de pessoas com deficiência sendo que em idade ativa o número pode situar-se entre 785 e 975 milhões.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) as pessoas com deficiência perfazem cerca de 15% da população mundial. Estima-se que um quinto dessas pessoas, entre 110 e 190 milhões, vivem com extrema dificuldade. Para além disso, prevê-se que um quarto da população mundial é indirectamente afetada, como familiares e pessoas que lhes prestam cuidados.

Relativamente à deficiência visual, a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que globalmente, cerca de 285 milhões de pessoas são deficientes visuais, dos quais 39 milhões são cegos. Considera também que mais de 80% da deficiência visual a nível mundial poderia ser evitada, e que milhões de pessoas continuam em risco de perda de visão por falta de cuidados (OMS, 2011).

Em Portugal, os resultados do Censo de 2001 apontam para a existência de 634.408 pessoas com deficiência, representando 6,1% da população residente (6,7% da população masculina e 5,6% da feminina), sendo que a deficiência visual representa 1,6%. Relativamente à população trabalhadora com deficiência e com mais de 15 anos, que ascende a

601.583 pessoas, registava-se àquela data, uma reduzida taxa de atividade (29%,contra praticamente 50% a nível nacional) e uma taxa de desemprego elevada (9,5%, para umataxa de desemprego de 4,3%).

Embora, Portugal, nas últimas décadas tenha registado progressos extraordinários ao nível daspolíticas e das práticas no âmbito das pessoas com deficiências e incapacidadesaadesão à União Europeia, em particular, trouxe novos recursos e um novo impulso que constituíram umaoportunidade que o país aproveitou. Porém, quer ao nível das políticas públicas, quer ao nível dosdinamismos da sociedade civil, ainda existe muito trabalho a desenvolver nesta área(GRACE, 2005;CRPG, 2007).

A abordagem de que a população com deficiência constitui um risco acrescido nos locais de trabalho, tem vindo a perder terreno.Para tal muito contribuiu, a progressiva dominânciado modelo social de deficiência centrado, já não nas limitações físicasdos indivíduos mas no modo como o ambiente físico e social condicionam fortemente determinadosgrupos ou categorias de pessoas(Oliver apud Lord, J.et al., 2010).

São cada vez mais as pessoas com deficiência que acedem ao mundo do trabalho. Por isso, setorna imperioso, recorrer a uma análise do emprego e do trabalho de forma a identificar os postosde trabalho apropriados dentro de uma empresa bem como os ajustes necessários a efetuar. O manual “Health and safety for disabled people and their employers”(HSE, 2011), estabelece várias considerações para uma correta avaliação do risco no âmbito da segurança e saúde no trabalhobem como para a igualdade da incapacidade no local de trabalho, uma vez que tanto empregadorcomo trabalhadores possuem responsabilidades nas questões relativas à segurança.

Desta forma, as entidades empregadoras e os trabalhadores com deficiência devem cooperar juntos nosentido de se familiarizarem com a segurança, a saúde e a deficiência. Assim, num contexto da prevenção dos riscos ocupacionais, um

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

processo de avaliação de risco funciona melhor quando a entidade empregadora assume a participação do trabalhador (com deficiência). Este artigo tem como objetivo, evidenciar a legitimidade do deficiente visual como trabalhador no âmbito da prevenção dos riscos profissionais presentes no ambiente de trabalho.

2. MATERIAL E MÉTODOS Com vista a alcançar os objetivos propostos foi realizada uma ação de sensibilização e capacitação dos deficientes visuais orientada para a identificação e prevenção dos riscos ocupacionais. O grupo de trabalho foi constituído por onze elementos, dos quais três eram do sexo masculino e os restantes do sexo feminino, no geral com deficiências adquiridas ao longo da vida. Com faixas etárias situadas entre os dezanove e os quarenta e cinco anos, as pessoas envolvidas possuíam na grande maioria a escolaridade mínima obrigatória, 9.º ano, demonstrando contudo grande ambição em completar o 12.º ano.

Inicialmente foi aplicado um questionário com o objetivo de identificar as percepções de risco dos deficientes visuais participantes no estudo. Posteriormente em vinte e cinco horas de formação presencial abordaram-se conceitos base de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), como risco, perigo, condição perigosa, acidente de trabalho, doença profissional assim como a importância da gestão da prevenção e segurança contra incêndios, nomeadamente, definição de incêndio, reconhecimento de emergência e estratégias de resposta à emergência.

Ainda no decorrer da formação e depois de terem sido abordados os conceitos de SST acima mencionados, foi possível a realização de um exercício prático. Neste contexto foram discutidos e estabelecidos com os formandos, procedimentos e práticas utilizadas em situação de evacuação (identificação do Ponto de Encontro, responsável de evacuação, etc). O exercício teve início na sala de formação habitual, situada no 2º piso de um prédio com 4 pisos e teve a duração de 1minuto e 48 segundos. Este exercício revelou-se de extrema importância uma vez que nenhum dos participantes tinha alguma vez sido integrado num exercício semelhante, verificando-se que quando conhecido o espaço um deficiente visual pode ter a autonomia necessária para responder a uma situação de evacuação.

No final da ação de sensibilização foi aplicado um novo questionário de forma a avaliar a apreensão de conhecimentos por parte do grupo de trabalho.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

No início da ação de sensibilização, aplicou-se um questionário onde foram sugeridas algumas questões como: "Alguma vez se sentiu em risco?”. As respostas indicaram que a maioria dos participantes são capazes de identificar situações

concretas de risco tanto a nível laboral como urbano. O que se depreende com a afirmação de um dos participantes:

“Sim, aquando da laboração na superfície comercial onde executava trabalho de operadora ajudante de frescos. As condições de laboração na secção de peixaria, por exemplo, não eram as mais adequadas. A máquina eléctrica de partir o peixe congelado ou o bacalhau não tinha as melhores condições em relação á segurança. As minhas mãos ficavam em constante risco sempre que a utilizava. Não possuía o manipulo de resguardo da mesma” Quando questionados sobre, "Que sugestões propõem para eliminar barreiras arquitetónicas, sociais ou outras?”, as soluções apresentadas passaram essencialmente pela sensibilização da comunidade em geral para as capacidades dos deficientes visuais, e não para as suas limitações. Em particular, a necessidade de eliminar as barreiras arquitetónicas foi

bastante sublinhada, como referenciado na citação seguinte:

“Uma sensibilização a nível de pessoal médico e de enfermagem, para sermos referenciados e encaminhados. Alertar as autoridades competentes para os passeios em mau estado, das caixas de electricidade colocadas ao nível da cabeça ou ocupando o espaço dos passeios. A obrigatoriedade da sinaléctica áudio, em instituições, governamentais ou não, de maneira a termos acesso á nossa vez de atendimento ou ao local onde nos deveremos dirigir.



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