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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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Neste grupo verificou-se uma elevada prevalência de lesões músculo-esqueléticas, potencialmente associadas às tarefas de mobilização do doente, e sabe-se que o desenvolvimento de lesões músculo-esqueléticas é condicionado pelos riscos da movimentação manual de doentes, tendo também implicações ao nível da capacidade de trabalho. Numa sociedade em que o envelhecimento da população activa é notório e, consequentemente, os enfermeiros terão que trabalhar mais anos, é de notar que estes resultados que relacionam o ICT com as LME ligadas ao trabalho são muito relevantes. As diferenças significativas no ICT entre os grupos com e sem queixas de LME é um indicador que vem reforçar a necessidade de medidas. Sabe-se de outros estudos que a presença de LME se correlaciona negativamente com o ICT (Cotrim, 2008) e que os grupos com um ICT fraco e com idades superiores aos 50 anos têm uma maior probabilidade de serem afastados dos seus postos de trabalho (Ilmarinen et al, 2005).

Assim, este estudo realça a necessidade de medidas de intervenção no sentido de se diminuir a exposição ao risco de lesões músculo-esqueléticas inerente à movimentação manual dos doentes e de se promover e manter a capacidade de trabalho para o futuro.

5. REFERÊNCIAS Chiu, M., Wang, M., Lu, C., Pan, S., Kumashiro, M., Ilmarinen, J. (2007). Evaluating work ability and quality of life for clinical nurses in Taiwan, Nursing Outlook, 55 (6), 318-326.

Cotrim, T. (2008). Idade e Capacidade de Trabalho em Enfermeiros: Relação entre a exposição a factores de carga física e capacidade de trabalho em função da idade, Dissertação de Doutoramento no Ramo de Motricidade Humana, Especialidade em Ergonomia, FMHUTL, Lisboa.

Estryn-Behar, M., Kreutz, G., Nezet, O., Mouchot, L., Camerino, D., Salles, R. K., Ben-Brik, E., Meyer, J.P., Caillard, J.F., Hasselhorn, H.M. (2005). Promotion of work ability among French health care workers – value of the work ability index, International Congress Series, 1280, 73-78.

Fischer, F., Borges, N., Rotenberg, L., Latorre, M., Soares, N., Rosa, P., Nagai, R., Landsbergis, P. (2005). A (in)capacidade para o trabalho em trabalhadores de enfermagem, Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, 3 (2), 97-103.

Fonseca, R., Serranheira, F. (2006). Sintomatologia musculo-esquelética auto-referida por enfermeiros em meio hospitalar, Revista Portuguesa de Saúde Pública, 6, 37-43.

Fray, M.; Hignett, S. (2009). Measuring the Success of Patient Handling Interventions in Healthcare across the European Union.

Proceedings of IEA 2009 Congress. Beijing.

Ilmarinen, J., Tuomi, K., Seitsamo, J. (2005). New dimensions of work ability, International Congress Series 1280, 3-7.

Silva, C.F., Rodrigues, V., Sousa, C., Cotrim, T., Rodrigues, P., Pereira, A. et al (2006). Índice de Capacidade para o Trabalho Portugal e Países de Língua Oficial Portuguesa, Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

Acidentes de Trabalho no Hospital Garcia de Orta. Retrospectiva entre 2005 e 2010 Work Accidents in the Hospital Garcia de Orta. Retrospective from 2005 to 2010 Francisco, Cláudiaa; Correia, Lídia a a Hospital Garcia de Orta, EPE, Av. Torrado da Silva, 2800 Almada, csfrancisco@hgo.min-saude.pt, lcorreia@hgo.minsaude.pt

1. INTRODUÇÃO Os acidentes de trabalho são as lesões mais notificadas pelos profissionais de saúde em todo o mundo, apesar de ainda se verificar uma subnotificação (Monteiro et al, 2009).

De facto, os acidentes de trabalho sofridos pelos profissionais de saúde são um problema importante, uma vez que a natureza e gravidade destes acidentes poderá conduzir a doenças crónicas, infecções irreversíveis ou incapacidades permanentes para o trabalho.

O Serviço de Saúde Ocupacional do Hospital Garcia de Orta (HGO), tem um papel activo na vigilância dos acidentes de trabalho ocorridos, desde a sua caracterização até à definição de medidas correctivas e preventivas.

A análise dos acidentes de trabalho notificados durante os últimos 6 anos (2005-2010) permitiu conhecer a tendência de ocorrência destes acidentes ao longo do tempo, e teve como objectivo a definição de medidas de prevenção globais e específicas dirigidas aos serviços e locais de trabalho com maior número de acidentes notificados.

2. MATERIAIS E MÉTODOS Este estudo é de natureza descritiva exploratória.

A população foi constituída por todos os profissionais da instituição que sofreram acidentes de trabalho, de todos os grupos profissionais e independentemente do tipo de vínculo. A análise reportou-se a 1042 acidentes notificados num período de 6 anos (entre 2005 e 2010, inclusive).

Os dados foram recolhidos pela aplicação de um questionário de caracterização do acidente, sendo a análise efectuada através de uma base de dados construída no programa Microsoft Excel.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

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No entanto, o aumento do número de acidentes notificados, pode não significar um aumento do número de acidentes que ocorreram. Este aumento poderá estar relacionado com a melhoria da cultura de notificação consequente das acções implementadas pela Saúde Ocupacional, no âmbito da formação e informação dos profissionais para os riscos a que se encontram expostos e para a importância da notificação na prevenção da ocorrência de acidentes.





Os acidentes ocorridos foram notificados maioritariamente por mulheres, o que também está de acordo com o maior número de profissionais do género feminino no Hospital.

Nos últimos três anos, os grupos etários com mais acidentes, foram o grupo dos 25 aos 29 anos e dos 40 aos 49 anos.

O grupo profissional com mais acidentes notificados, foi o grupo dos enfermeiros, seguidos dos Assistentes Operacionais e dos Médicos. Estes dados estão de acordo com o número de profissionais na instituição em cada grupo profissional, mas também poderão estar relacionados com o tipo e frequência de procedimentos junto do doente.

Relativamente ao turno de trabalho, foram notificados mais acidentes ocorridos durante o turno da manhã, o que está potencialmente associado às rotinas dos serviços, exames e procedimentos realizados nesse período. Estes dados foram também encontrados num estudo em enfermeiros num Hospital Universitário no Brasil (Alexandre e Benatti, 1998).

A forma como os acidentes ocorreram, manteve a mesma tendência ao longo dos 6 anos. As picadas de agulhas foram as mais frequentes, seguidas dos acidentes por esforços excessivos ou movimentos inadequados.

Neste sentido, os dados dos acidentes de trabalho notificados no HGO entre 2005 e 2010, permitem realçar dois grandes grupos de acidentes: os acidentes com exposição a agentes biológicos, seguidos dos acidentes que originam lesões músculo-esqueléticas. A tendência mantém-se ao longo dos anos, no entanto no último ano, verificou-se um aumento significativo dos acidentes com lesão músculo-esquelética, quase equiparando-se ao número de acidentes com exposição biológica (Figura 2).

Ano 2010 89 79 32

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3.2. Caracterização dos acidentes com exposição biológica Os acidentes com exposição biológica representam o maior grupo de acidentes de trabalho notificados nos últimos 6 anos, sendo o acidente por “picada de agulha”, o mais frequente em todos os anos. Outros estudos referem os acidentes com materiais corto-perfurantes como os mais frequentes: 68,5% (Monteiro et al, 2009) e 77,5% (Nishide et al, 2004) do todal de acidentes; 87,5% (Bálsamo e Felli, 2006) dos acidentes com exposição biológica.

Em termos globais as “picadas” têm vindo a diminuir ao longo dos anos, o que poderá estar relacionado com as medidas de prevenção implementadas nesta matéria, nomeadamente, contentores de cortantes mais seguros e cateteres com dispositivo de segurança. Por outro lado, verificou-se um ligeiro aumento ao longo dos anos dos “splash’s” e “cortes” com exposição a material biológico, apesar de os serviços terem à disposição equipamentos de protecção individual.

Relativamente às circunstâncias que conduziram ao acidente, são de destacar nos últimos 6 anos: 46,2% de acidentes “durante o procedimento”, 7,4% “ao retirar a agulha do doente” e 7,2% de acidentes por “agulhas deixadas em local inapropriado”. Da mesma forma, Bálsamo e Felli (2006) descreveram que a situação mais comum do acidente foi “durante o procedimento”(22,92%).

No que respeita ao “doente fonte”, a maior parte dos doentes são negativos para todos os vírus (69,1%). Em 20,2% dos acidentes, o “doente fonte” apresenta patologia relacionada com vírus de transmissão sanguínea (HIV, HCV, HBV). Nos restantes 10,7% dos acidentes com exposição biológica, a situação do doente fonte é desconhecida. Do total de acidentes com exposição biológica, anualmente cerca de 20 a 25 profissionais realizam “follow-up” até aos 6 meses, no caso do doente fonte apresentar patologia relacionada com vírus de transmissão sanguínea. Este procedimento está de acordo com o plano de controlo das exposições profissionais, desenvolvido na instituição.

3.3. Caracterização dos acidentes com lesão músculo-esquelética Os acidentes que originam lesão músculo-esquelética são aqueles que ocorrem por “esforços excessivos e/ou movimentos inadequados”, por “quedas ao mesmo nível” ou por “quedas em altura”, com 58%, 31% e 11% respectivamente, nos últimos 3 anos (2008-2010). Alexandre e Benatti (1998), obtiveram resultados semelhantes: 50% de acidentes por esforço ou postura inadequada (no transporte de doentes ou equipamentos), 25% por quedas e 25% de acidentes no trajecto.

Os acidentes notificados nos últimos três anos por “quedas ao mesmo nível” são consequência em grande parte do “piso molhado” (31%), tropeçar em “obstáculos” (16%) e “outras” situações sem motivo aparente como o mau apoio dos membros inferiores ou desequilíbrios indefinidos (23%). Os acidentes por “quedas em altura” conhecidos, ocorrem na sua maioria ao subir/descer escadas (37%) no interior e exterior do edifício do Hospital.

A natureza dos acidentes no trajecto ou in itiniere (casa-trabalho ou trabalho-casa) apresentou uma distribuição heterogénea nos vários anos. No entanto, são de realçar as seguintes circunstâncias de ocorrência: pavimento irregular, durante a caminhada (ex. entorses sem razão definida), ao subir/descer escadas. Os acidentes no trajecto ocorrem, na sua maioria por quedas (63%), seguidas dos movimentos inadequados ao nível dos membros inferiores (22%).

No que respeita aos acidentes notificados por “esforços excessivos e/ou movimentos inadequados” (nos últimos três anos), 66% ocorreram durante a realização de tarefas na junto do doente e 11% no transporte de mobiliário, materiais ou equipamentos de trabalho. Os acidentes durante a mobilização do doente aumentaram no último ano: 21 acidentes em 2008, 20 em 2009 e 31 em 2010. Destes acidentes, mais de 50% ocorreram durante o posicionamento do doente (n=45), e na sua maioria ao movimentar o doente no sentido da cabeceira da cama (“puxar para cima”), seguidos do levante/transferência manual do doente (n=24) ou com transferência com utilização de ajudas técnicas (n=1) e do

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

transporte do doente em cama (n=2). Apesar da tarefa de transferência manual do doente (ex.: da cama para o cadeirão) ser uma tarefa com elevada exigência física, e considerada uma das tarefas de maior risco músculo-esquelético, esta apresentou menor número de acidentes (n=24; 33%) quando comparada com o posicionamento do doente (n=45; 63%).

No entanto, Engkvist (2008) num estudo em enfermeiros sobre lesões na coluna, obteve resultados contrários com 22% de acidentes durante o posicionamento do doente na cama e 77 % de acidentes na transferência do doente de um local para outro, sem utilização de ajudas técnicas.

As lesões músculo-esqueléticas mais frequentes foram na região mão/punho (36%), ao nível da coluna (35%) e no ombro (20%). As lesões no punho durante o posicionamento do doente, poderão estar relacionadas com a forma de pegar no doente (ex.: ao puxar ou empurrar), condições de execução da tarefa (ex.: altura fixa da cama), posturas adoptadas, não utilização de equipamentos de ajuda, nomeadamente o colchão de transferência (“easyslide”). Por outro lado, as lesões ao nível do ombro e da coluna estão normalmente associadas à exigência física inerente aos levantes/transferências, mas também às posturas adoptadas, não utilização dos transferes de doentes, frequência dos levantes, obesidade e dependência dos doentes. No que se refere às características dos doentes, 67% dos doentes eram obesos e 75% eram dependentes dos cuidados dos profissionais (gráfico 16). A obesidade e dependência dos doentes é um factor de risco elevado para os profissionais que os mobilizam.



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