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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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3.3.Constrangimentos de ritmo e de autonomia e iniciativa Verifica-se que a dependência face aos colegas para realizar o trabalho nos SMAS (27,5%) é menor face aos resultados europeus (35,9%), e portugueses (37,5%). O mesmo se verifica para o constrangimento depender de exigências de clientes, utentes, com 33,7%, menos de metade, comparativamente aos resultados europeus (73,9%) e nacionais (69,4%).

No constrangimento resolver problemas imprevistos sem ajuda, a diferença não é tão acentuada como no caso anterior, mas ainda assim, os trabalhadores dos SMAS (64,7%), revelam estar menos expostos a este constrangimento, ao contrário da média europeia com 83,3% e nacional com 84%.

Para o constrangimento depender de objetivos de produção, de desempenho, a diferença não é muito acentuada, com 38,0% dos trabalhadores dos SMAS a referirem estar expostos a esse constrangimento face a 33,9% para a Europa e 28,5% para Portugal. No caso do constrangimento depender da velocidade de uma máquina ou movimento de um produto, 18,2% dos trabalhadores dos SMAS referem estar expostos a esse constrangimento, sendo que a nível europeu a percentagem de trabalhadores expostos é de 11,8% e a nível nacional 9,7%.

Por último, relativamente ao constrangimento trabalhar com o computador, registamos uma percentagem de trabalhadores expostos a esse constrangimento de 52,3%, enquanto na Europa a percentagem de trabalhadores expostos é de 33,3% e em Portugal 26,8%. Este constrangimento destaca-se, deste modo, significativamente dos resultados europeus e nacionais. Este resultado deve-se, como referido anteriormente, ao facto de três áreas funcionais dos SMAS (Administrativos e de Apoio técnico, Dirigentes e Técnicos superiores) abrangerem mais de metade da população que responderam ao inquérito, e nessas mesmas áreas a atividade ser realizada com recurso permanente ao computador.

Em todos os constrangimentos de autonomia e iniciativa os SMAS apresentam uma percentagem de trabalhadores expostos, superior aos restantes dois grupos (Europa e Portugal). Dos quatro constrangimentos, aqueles onde a diferença é mais significativa são, posso escolher ou mudar a ordem das tarefas (78%) face a 68,2% da média europeia e 67,3% da média portuguesa, e posso realizar uma pausa quando quiser (76,7%), face a 46,7% da Europa e 49,6% de Portugal. Este é um aspeto extremamente positivo porque revela que possuem mais autonomia, podendo assim gerir a sua atividade de acordo com as suas capacidades.

3.4.Características do trabalho e constrangimentos de contacto com o público Relativamente às características do trabalho, observa-se que nas tarefas monótonas, as percentagens de trabalhadores expostos a este constrangimento é elevada na Europa (55,8%) e em Portugal (49,9%), no entanto, os apenas 15,7% dos trabalhadores dos SMAS referem estar expostos a este constrangimento. No caso do constrangimento tarefas complexas, podemos aferir que nos SMAS a percentagem de trabalhadores é muito elevada (41,3%), ao contrário do que acontece na Europa (7,9%) e em Portugal (7,8%). 84,6% dos trabalhadores dos SMAS referem estar expostos a trabalho onde existe aprendizagem de coisas novas. Para este constrangimento os outros dois grupos apresentam valores mais baixos, 69% para a Europa e 63,8% para Portugal. Ao contrário do caso anterior, para a rotação de tarefas que requerem habilidades diferentes, a percentagem de trabalhadores dos SMAS é extremamente elevada (78,4%), comparativamente à Europa (33,4%) e a Portugal (17,6%).

Relativamente ao contacto direto com o público, os SMAS apresentam uma percentagem elevada de trabalhadores expostos a esse constrangimento (65,8%), superior à Europa (55,8%) e à média portuguesa (49,9%). No que diz respeito ao contacto com clientes zangados, os SMAS apresentam uma percentagem muito superior de trabalhadores expostos a esse constrangimento (48,6%), face aos valores apresentados no inquérito europeu para a Europa e especificamente para Portugal (7,9% e 7,8%, respetivamente).

4. CONCLUSÕES A análise comparativa dos resultados entre as médias europeias, nacionais e dos SMAS, demonstra que esta instituição apresenta resultados que traduzem tanto aspetos negativos, como aspetos positivos na saúde e bem-estar dos trabalhadores. Considera-se negativo, o facto de existirem valores superiores aos níveis europeus e nacionais em constrangimentos com características penosas para o trabalhador, por outro lado é um facto positivo, alguns valores inferiores a estes mesmos constrangimentos e valores superiores em constrangimentos que se apresentam benefícios para atividade diária.

Se por um lado estes resultados sugerem que os trabalhadores se encontram expostos a constrangimentos ambientais, físicos e de ritmo de trabalho (intensidade de trabalho) que acarretam um impacto negativo na saúde e no bem-estar. Por outro lado os constrangimentos de autonomia e as características da organização do trabalho que são identificados pelos trabalhadores são benéficos para a promoção do bem-estar no local de trabalho.

Para o grupo dos constrangimentos das características do trabalho regista-se percentagens elevadas na exposição às tarefas complexas, na aprendizagem de coisas novas, na rotação de tarefas que requerem habilidades diferentes. A

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existência de tarefas complexas pode ser vantajoso quando o trabalhador tem competências para as realizar, liberdade para decidir como as realizar e apoio, tanto da parte dos colegas como da chefia, para lidar com problemas imprevistos. É ainda uma característica motivante para os trabalhadores, permitindo-lhes aumentarem as suas capacidades/competências. Também a aprendizagem de coisas novas é um aspeto importante pois significa que permite a evolução de competências por parte dos trabalhadores. No entanto, para que essa aprendizagem e evolução de competência seja positiva, os trabalhadores devem ter formação e autonomia para poderem aprender da melhor forma, caso contrário pode tornar-se um constrangimento (Eurofound, 2011).

O potenciar a autonomia dos trabalhadores na resposta aos obstáculos do dia-a-dia, demonstrando a responsabilidade que cada um tem na sua segurança e na dos outros, e a promoção da participação ativa nas questões de segurança, higiene e saúde no trabalho tem sido elemento fundamental na política de prevenção dos riscos ocupacionais.

Estes resultados demonstram que os trabalhadores encontram-se consciencializados e sensibilizados sobre os riscos inerentes à sua atividade diária fruto da aposta feita pelos SMAS na formação dos seus trabalhadores não só na temática da segurança, higiene e saúde no trabalho, mas também em formações de âmbito organizacional, como gestão do tempo e gestão de equipas.

5. REFERÊNCIAS Barros-Duarte, C., Ramos, S., Cunha, L. et Lacomblez, M. (2002). Da organização do trabalho à saúde ocupacional: análise das condições da actividade profissional na indústria têxtil e do vestuário – a especificidade do trabalho feminino. Porto : IDICT.

Barros-Duarte, C., Cunha, L. & Lacomblez, M. (2007), INSAT: uma proposta metodológica para análise dos efeitos das condições de trabalho sobre a saúde. Laboreal, 3, (2), 54-62, from: http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=37t45nSU547112311:499682571.

Barros-Duarte, C. & Cunha, L. (2010), INSAT2010 – Inquérito Saúde e Trabalho: outras questões, novas relações. Laboreal, 6, (2), 19-26, from http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=48u56oTV6582234;5252:5:5292.

Eurofound (2011). Evolução ao longo do tempo – Primeiras conclusões do inquérito Europeu sobre as condições de trabalho. Síntese, from: http://www.eurofound.europa.eu/surveys/smt/ewcs/results.htm.

Avaliação da Metodologia Utilizada nos Estudos Sobre a Relação Entre a Lesão (doença) Músculo-esquelética e a Atividade Profissional. Uma Revisão Sistemática Evaluation of the Methodological Criteria Used in Studies About the Assignment of Musculoskeletal Injury (disease) at Work. A Systematic Review Costa, J. Torresa, Guedes, Joanab, Baptista, J. Santosc, Vaz, Mário A. P. d, Styliano, M. M., Pinho, A. Renato a CIGAR/Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Portugal, zecatoco@sapo.pt;

b,c PROA/LABIOMEP/CIGAR/Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Portugal, bjccg@fe.up.pt, c jsbap@fe.up.pt; dPROA/LABIOMEP/INEGI/Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Portugal, gmavaz@fe.up.pt

1. INTRODUÇÃO As lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho (LMERT) são por definição um subgrupo das doenças músculo-esqueléticas (DME) que surgem em ambiente laboral, podendo estas estar, ou não, relacionadas com a atividade profissional (1). A sua repercussão para além do impacto na redução da capacidade de ganho e da força de trabalho, traduz-se, ainda, por um custo elevado. Dados de organismos oficiais dos EUA indicam que as LMERT chegam a representar 40% do volume de compensações por doença relacionada com o trabalho, estimando os seus custos entre 45 e 54 biliões de dólares anuais (2). Apesar da relação entre trabalho e doença músculo-esquelética ser há muito assumida, tanto para fins técnicos como de indemnização aos trabalhadores afetados, as últimas revisões sobre o tema sugerem que esta relação, ou não está bem estabelecida (3), ou, como é referida por alguns autores, poderá ser inexistente (4,5). Estas dúvidas assentam em várias meta-análises ou revisões sistemáticas publicadas na última década, maioritariamente na relação do trabalho com a patologia lombar (3,4,5,6,7,8,9,10) e, em menor número, com outros territórios músculoesqueléticos (9,11,12). No diagnóstico das doenças ocupacionais há necessidade de se estabelecer uma relação entre a exposição a agentes agressores encontrados no local de trabalho e a ocorrência de doença. Nas DME esta relação não é fácil de estabelecer, uma vez que este tipo de patologia depende, seguramente, de fatores ocupacionais, mas também da interação de fatores individuais, psicossociais e organizacionais (13,14). Tem sido demonstrado que fatores físicos e psicossociais no local de trabalho são determinantes no desenvolvimento de DME. Os fatores físicos, tais como posturas, força aplicada, movimentos repetitivos e vibrações, entre outros, são habitualmente objetiváveis e mais facilmente quantificáveis, enquanto fatores de risco psicossociais como trabalho intensivo ou monótono, stress, tempos mal calculados, mau controlo do trabalho, ausência de apoio de colegas ou dirigentes, entre outros, são subjetivos e difíceis de valorizar em contexto laboral. Apesar destas limitações, há estudos que suportam que a interação entre fatores físicos e psicossociais em meio laboral possa aumentar o risco de LMERT (15). Esta relação estabelece-se com sintomas, os quais são de difícil interpretação, e frequentemente não se conseguem associar a doença subjacente. Assim, quando dizemos que sintomas músculo-esqueléticos estão associados a fatores dependentes das condições de trabalho, não sabemos o significado preciso desta afirmação. Esta dificuldade é ainda acrescida pela ausência de definição e falta de uniformidade na caracterização destes “sintomas” [para lombalgia, por exemplo, são conhecidas 132 definições (6)]. Se a utilização de sintomas pode ser fator de erro, também a utilização de inquéritos na avaliação da prevalência de sintomas/doença em meio laboral pode levar a interpretações erróneas. Um bom exemplo deste facto foi descrito num grupo de trabalhadores com e sem asma ocupacional, em que 88% dos trabalhadores com doença relacionavam a sua doença com a atividade, enquanto 76% do grupo sem doença referiam que melhoravam durante os períodos de férias ou afastamento do local de trabalho (16). A Medicina Baseada na Evidencia (MBE) tem como objetivo fazer com que as informações aplicadas à clínica sejam obtidas de acordo com o método científico, i.e., através da observação sistemática e controlada de hipóteses testadas e confirmadas (17). Assim, muita informação da MBE é transmitida através de metaanálises e revisões sistemáticas, as quais são usadas frequentemente para testar a força e grau de evidência dos critérios e métodos de diagnóstico.

As DME são um problema de saúde frequentemente percebido pela população em geral como um problema relacionado com o trabalho (18). Artigos transversais e prospetivos publicados na literatura médica apontam para associação de fatores de risco no local de trabalho e o desenvolvimento de LMERT. Contudo, e apesar de esta associação ser largamente aceite, algumas questões metodológicas destes estudos, como a relação temporal entre exposição e resultados, excessiva duração da fase de colheita de dados, efeito trabalhador saudável e erros induzidos pela colheita em simultâneo de informação de sintomas e características do local de trabalho são fatores que podem interferir com a qualidade dos resultados (19). Por outro lado a definição da relação com o trabalho pode variar de acordo com os objetivos a que se destina.

A Organização Mundial de Saúde define as doenças ocupacionais como multifatoriais em que tanto o ambiente de trabalho como a forma como ele é desempenhado podem contribuir para o seu desenvolvimento, mas isso apenas como um dos fatores etiológicos possíveis (20). Esta forma de definir doença, enquanto conceito alargado, é habitualmente utilizada em medicina preventiva, enquanto, para efeitos de compensação, são habitualmente utilizados critérios mais

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restritivos (21). Nos estudos sobre a relação entre fatores laborais e LMERT, critérios menos específicos de “doença” são habitualmente utilizados, o que leva a uma sobrevalorização da prevalência e a um enviesamento da relação entre doença e fatores de risco.

O objetivo deste estudo foi efetuar uma revisão sistemática sobre a metodologia utilizada nos artigos publicados e o grau de evidência que a mesma permite na demonstração da relação entre DME e exposição ocupacional.



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