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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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No entanto, os resultados das emissões otoacústicas mostraram ausência de respostas bilateralmente. Quanto aos resultados dos testes de Imitância Acústica, a curva timpanométrica encontrou-se Tipo A e os reflexos acústicos compatíveis com o limiar auditivo. Os resultados das EOA mostram uma ausência bilateral de emissões otoacústicas a partir de 2kHz, para todos os testes realizados.

A avaliação audiológica dos dois trabalhadores do setor do canhão, sugere alteração auditiva de origem coclear provavelmente causada pela exposição combinada a ruídos contínuo e de impacto.

Quanto ao resultado da anamnese, as queixas auditivas relatadas pelos trabalhadores também são encontradas em estudos com trabalhadores expostos a ruídos contínuos e de impacto sendo o zumbido e a dificuldade de compreensão de fala as mais relatadas seguidas de outras, como tontura e otalgia (Korbes e cols, 2009; Guida et al, 2010).

Analisando os resultados dos limiares auditivos, através da audiometria periódica realizada anualmente desde 2007, não foi observado mudança significativa de limiar (Anexo I da NR7). Outros autores mostraram também a relação da perda auditiva e o ruído de impacto ( Morata e Dunn 1995; Plontke et al., 2002; Starck, 2003; Weckl, Fantinel e Silva, 2003;

Silva et al., 2005; Blanino e Garcia, 2006). Comparando-se os exames dos anos de 2007 e 2008, os reflexos continuam ausentes em 4000 Hz e no ano de 2008, o trabalhador “A” apresentou o reflexo contralateral direito ausente em todas as freqüências. Segundo Palma (1999) o reflexo acústico normal está entre 80 e 90 dB para as freqüências de 500 a 4000Hz; e conforme os limiares auditivos pioram, o limiar do reflexo acústico eleva-se nas freqüências de 2000 e 4000Hz até evoluir para sua ausência total nessas freqüências, estando diretamente relacionado à perda da discriminação de fala.

As EOAPD confirmam uma alteração coclear, o que caracteriza as alterações causadas por ruído. Os resultados do trabalhador “A” mostram uma ausência bilateral de emissões otoacústicas a partir de 2kHz, para todos os testes realizados, em todos os anos. Este resultado corrobora com o estudo de Konopka, et al (2005) que analisaram o efeito do ruído de impacto na audição de 93 militares da Polônia através do exame de emissões otoacústicas (EOA) e registrou uma diminuição da amplitude das EOA, predominantemente nas freqüências de 2, 3 e 4kHz. E outros autores, Balatsouras et al (2005) pesquisaram 13 militares da Grécia realizando teste de Emissões Otoacústicas por Produto de Distorção antes e depois de realizarem a prática de tiro, observando uma diminuição da amplitude as emissões otoacusticas principalmente na freqüência de 3000Hz.

4. CONCLUSÃO

- O ruído de impacto na sala de estouro da pipoca atingiu os seguintes valores: 155,7 (linear) e 155,4 dB(C); e o ruído contínuo atingiu um TWA de 92,6 dB (A) para a jornada de 08 horas ultrapassando os limites de tolerância estabelecidos na legislação brasileira tanto para ruído contínuo como para ruído de impacto ou impulsivo.

- A avaliação audiológica dos trabalhadores do setor do canhão sugere alteração auditiva de origem coclear provavelmente causada pela exposição simultânea a ruído contínuo e de impacto.

- Há necessidade, considerando o numero de trabalhadores expostos e o fato de serem empresas de pequeno porte de estudos para medida de atenuação do ruído na máquina de estouro da pipoca.

5. REFERÊNCIAS BERGER E.H. Hearing Protection Devices. IN: BERGER E.H.; ROYSTER L.H.; ROYSTER J.D.; DRISOLL D.P.; LAYNE M. The Noise Control. Fifth Edition. American Industrial Hygiene Association, 2003.

BRAMATTI, L; MORATA, CT; MARQUES, JM. Ações educativas com enfoque positivo em programa de conservação auditiva e sua avaliação. Rev CEFAC, São Paulo, v.10, n.3, 398-408, jul-set, 2008.

FUNDACENTRO. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma de Higiene Ocupacional. Procedimento Técnico. Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído. São Paulo: FUNDACENTRO, 2001.

GERGES, S.N.Y. Protetores Auditivos para Ruído Impulsivo. IN: GERGES, S.N.Y. Ruído: Fundamentos e Controle. Florianópolis:

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GUIDA, H.L. et al. Audiológico em Policiais Militares do Estado de São Paulo. Arq. Int. Otorrinolaringol. São Paulo, v.14, n.4, p. 426-432, 2010.

GONÇALVES, CGO; COUTO, CM; CARRARO, J.M.; LEONELLI, B.S. Avaliação da colocação de protetores auriculares em grupos com e sem treinamento. CEFAC, 11(2):345-352, 2009.

KORBES, N.; et al. Das medidas de prevenção auditiva aos militares do 4º. Batalhão de Aviação do Exercito de Manaus, AM.

Encontro Internacional de Audiologia, 24, 2009, São Paulo: Tema Livre, p. 2386, 2009.

MORATA T. C.; DUNN ED. Occupacional Medicines, Occupacional Hearing Loss, vol 10/Number 3, July-September. Philadelphia, 1995.

NIOSH. NIOSH PROGRAM for Development of an Impulsive Noise Meter. Nora Manufacturing Sector Strategic Goals, 2009.

PLONTKE S.K.R.; PFEFFER C.; ZENNER H.P.; DIETZ K. The incidence of acoustic trauma due to New Year's firecrackers. Eur Arch Otorhinlaryngol 2002; 259(5):247-52.

SILVA, AP, COSTA EA, RODRIGUÊS MM, SOUZA HLR, MASSAFERA VG. Avaliação do Perfil Auditivo de Militares de um Quartel do Exército Brasileiro, Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. 70 (3): pág: 2, 3, 2004.





STARCK J.: TOPPILA E.: PYYKKO I. Impulse noise and risk criteria (2003). Noise Health 5:63-73. Disponível em http://www.noiseandhealth.org/text.asp?2003/5/20/63/31687 Acesso em 25 de outubro de 2010.

TOPPILA E, PYYKKO T, STARCK J, KAKSONEN R, ISHIZAKI H. (2000). Individual risk factors in the development of noiseinduced hearing Loss. Nois eand Health 8:59-70. Disponível em http://www.noiseandhealth.org/article.asp?issn=1463year=2000;volume=2;issue=8;spage=59;epage=70;aulast=Toppila Acesso em 06.06.2011.

A Tala Nocturna na Síndrome do Túnel Carpiano: Impacto na Funcionalidade e Qualidade de Vida The Night Splint in Carpal Tunnel Syndrome: Impact on Function and Quality of Life Almeida, Carinaa, Oliveira, Carlab a Clínica Médica MCCB, Vila Nova de Gaia, Portugal, carinacapela20@hotmail.com; b Departamento de Terapia Ocupacional do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga, E.P.E., Santa Maria da Feira, Portugal, carlaoliveira.to@gmail.com

1. RESUMO Nos indivíduos com Síndrome do Túnel Carpiano (STC) a sintomatologia interfere na funcionalidade ao desempenhar os seus papéis ocupacionais e, concomitantemente, na Qualidade de Vida (QV). Assim, este estudo visa verificar de que forma a aplicação de uma tala de repouso nocturna, em casos ligeiros e moderados, influencia estes dois conceitos. Para tal, recorreu-se a uma amostra de 46 indivíduos (22 no grupo controlo e 24 no grupo experimental), aos quais foram aplicados o Boston Carpal Tunnel Questionnaire (BCTQ) e o SF-36.

No grupo ao qual se aplicou a tala, os resultados mostraram uma diminuição significativa da sintomatologia (p=0,000) e um aumento significativo do estado funcional (p=0,000), bem como uma melhoria na percepção do estado de Saúde Geral (p=0,032) e uma diminuição do nível da Dor Corporal (p=0,000). Concluí-se assim que, se justifica o uso da tala nocturna durante, pelo menos, 6 semanas em indivíduos com STC ligeiro e moderado.

2. INTRODUÇÃO A STC é a neuropatia de maior incidência no membro superior e consiste na compressão do nervo mediano no interior do túnel carpiano, causando défices motores e sensoriais. É definida pelos pacientes como provocando dormência, parestesias, dor na mão e no braço e disfunção muscular. Esta desordem não é restringível à idade, sexo, etnia ou ocupação, embora se estime que a incidência nas mulheres seja 3,8 vezes superior à dos homens e a prevalência na população geral seja de 5% para as mulheres e só de 0,6% para homens (Aroori & Spence, 2008; Keith et al., 2009;

Luchetti & Amadio, 2002).

Independentemente da etiologia (idiopática, anatómica, sistémica ou ocupacional), o principal factor desencadeante da patologia é explicado pela diminuição do espaço do túnel carpiano (decorrente da posição do punho) ou pelo aumento do volume das suas estruturas, que por sua vez aumentam a pressão, condicionando-a significativamente (Werner & Andary, 2002).

Como em qualquer patologia, o tratamento é recomendado sempre que a sintomatologia interfere nas actividades diárias do paciente. Ao longo das últimas décadas, os estudos científicos têm-se intensificado, mas não existe consenso quanto ao tratamento conservador mais indicado nos casos ligeiros e moderados. No entanto, segundo as recomendações da American Academy of Orthopaedic Surgeons, o uso da tala nocturna é considerado um procedimento com nível de evidência razoável, excepto em casos graves (Aroori & Spence, 2008; Burke et al, 2003; Keith et al, 2009; Sevim, 2004).

Esta é de repouso nocturno e é confeccionada de forma a imobilizar a articulação rádio-cubital inferior em posição neutra, maximizando-se assim o espaço disponível no túnel carpiano, o que minimiza a compressão do nervo, provocando um alívio sintomático (Bardak, Alp, Erhan, Paker, & Onal, 2009; Hunter et al., 2002; Piza-Katzer, 2003;

Premoselli et al., 2006). É particularmente útil em casos recentes de STC, quando o paciente acorda várias vezes durante a noite com dor e parestesias, mas menos eficazes quando os sintomas são contínuos (Bakhtiary & Rashidy-Pour, 2004).

Estudos demonstram que esta é eficaz entre 2 a 12 semanas, mas não existem conclusões a longo prazo (Gravlee & Durme, 2007; Keith et al., 2009). Os pacientes que usam uma tala têm um alívio de 37% da sintomatologia em comparação com os que não recebem qualquer tratamento (Bland, 2007; Gerritsen et al., 2003).

Independentemente da abordagem terapêutica que se adopte na STC, o objectivo final é sempre o de promover a melhoria da funcionalidade e da QV do paciente. Com uma compreensão da conceptualização e métodos de aplicação, a QV é um conceito extremamente importante para os Terapeutas Ocupacionais como forma de medir o resultado directo e monitorizar a eficácia da sua intervenção terapêutica através do desempenho ocupacional (Pedretti & Early, 2001).

3. METODOLOGIA

3.1. Objectivo Pretende-se verificar de que forma a utilização da tala nocturna influência a funcionalidade do indivíduo com STC, bem como definir quais os benefícios do uso da tala nocturna e o impacto manifesto na QV destes. Para tal, recorreu-se a um estudo experimental com pré- e pós-teste (6 semanas de intervalo).

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

3.2. Participantes Utilizou-se uma amostra de 46 utentes do Centro Hospital de Entre o Douro e Vouga, E.P.E. Como critérios de qualidade do estudo definimos: (1) diagnóstico de STC ligeiro e moderado (Gorsché, 2001); (2) idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos; (3) capazes de responder aos questionários, em português; (4) acompanhados em consultas no Centro Hospital de Entre o Douro e Vouga, E.P.E – Santa Maria da Feira.

Foi excluído o utente: (1) submetido a qualquer tipo de tratamento ao STC; (2) com história de trauma ou cirurgia ao punho; (3) com diabetes mellitus, obesidade, disfunção da tiróide; (4) estivesse grávida; (5) tivesse sinais ou sintomas clínicos de outras neuropatias; (6) apresentasse atrofia muscular tenar grave (Bos et al., 2006).

3.3. Instrumentos Como estratégia de recolha de dados, optamos por utilizar o BCTQ e SF-36. O primeiro destes é constituído por duas escalas, que têm como finalidade avaliar a gravidade dos sintomas e o estado funcional (Levine et al, 1993). O segundo instrumento avalia a qualidade de vida no que se refere a oito domínios: funcionamento físico, desempenho físico, dor corporal, percepção geral da saúde, vitalidade, funcionamento social, desempenho emocional e saúde mental (SF-36 Health Survey, de Ware & Gandek, 1993).

3.4. Procedimentos As entrevistas iniciaram-se pela recolha dos dados socio-demográficos, seguindo-se o preenchimento do BCTQ e SF-36.

Aos participantes do grupo experimental foi-lhes confeccionada a tala. A tala utilizada é de repouso nocturno e confeccionada em turbocast perfurado de 2mm. O molde foi feito para cada participante e compreende desde os 2/3 distais do antebraço até à prega palmar. O punho foi posicionado com 10º de dorsiflexão e sem desvios laterais. É de utilização palmar e fixada ao nível do antebraço, punho e metacarpofalângicas com velcros elástico (Sevim et al, 2004).

3.5. Caracterização da amostra No que concerne às idades, estas estão compreendidas entre os 22 e os 50 anos. Relativamente à profissão, constata-se que os grupos com maior número de indivíduos situam-se nas profissões menos qualificadas e mais manuais, sendo a profissão gaspeadeira a mais comum (n=18), seguida de corticeira (n=6) e doméstica (n=3).

4. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

No que se refere às variáveis socio-demográficas, os testes estatísticos revelam que não podemos afirmar que estas se encontrem associadas ao grupo a que o indivíduo pertence, o que favorece a equivalência entre os dois grupos.

Relativamente à gravidade dos sintomas, verificou-se no grupo controlo uma manutenção da sintomatologia (p=0,101), e uma diminuição significativa da mesma no grupo experimental (p=0,000), após o uso da tala durante 6 semanas.

Consideramos assim que o uso da tala nocturna alivia os sintomas decorrentes da STC, o que vai de encontro à literatura que refere que as talas de uso nocturno ao evitarem os movimentos prolongados de flexão e extensão do punho durante o sono, podem reduzir a gravidade dos sintomas e melhorar a velocidade de condução do nervo mediano (Keith et al, 2009;

Gorsché, 2001; Sevim et al, 2004; Burke, 2003; Muller, 2004; Premoselli, 2006).



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