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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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Johnsson, C., Kjellberg, K., Kjellberg, A., Lagerstrom, M. (2004), A Direct Observation Instrument for Assessment of Nurses’ Patient Transfer Technique (DINO), Applied Ergonomics 35, 591 – 601.

Kjellberg, K., Johnsson, C., Proper, K., Olsson, E., Hagberg, M. (2000), An Observation Instrument for Assessment of Work Technique in Patient Transfer Tasks, Applied Ergonomics 31, 139 – 150.

Capacidade de Trabalho, Factores Individuais e Ocupacionais em Enfermeiros e Assistentes Operacionais num Hospital Privado Work Ability, Individual and Occupational Factors among Nurses and Nursing Assistants in a Private Hospital Capelo, Carlaa, Cotrim, Teresaab, Fernandes da Silva, Carlosc a

Secção de Ergonomia, FMH / UTL, Estrada da Costa, 1495-688, Cruz Quebrada, email:

carlaandreiacapelo@gmail.com; b CIPER, Estrada da Costa, 1495-688, Cruz Quebrada, e-mail: tcotrim@fmh.utl.pt;

c Departamento de Ciências da Educação, Universidade de Aveiro, email: csilva@ua.pt

1. INTRODUÇÃO As diferentes interacções entre o processo de envelhecimento, estado de saúde, estilo de vida e trabalho, influenciam fortemente a capacidade de trabalho (Ilmarinen, Tuomi, & Seitsamo, 2005). Nesta perspectiva, a intervenção ergonómica para optimização dos sistemas de trabalho é uma estratégia útil nas empresas para contribuir para manter as boas condições de saúde dos trabalhadores mais velhos, de forma a promover a sua capacidade de trabalho, e contribuir para prevenir a sua discriminação social e laboral.

Enquadrado nesta problemática, o presente estudo teve como objectivo avaliar a capacidade de trabalho de enfermeiros e assistentes operacionais de um hospital privado e relacioná-la com as características individuais e os factores ocupacionais relativos às tarefas de movimentação manual de doentes.

2. MATERIAIS E MÉTODOS A recolha de dados decorreu entre Janeiro e Junho de 2011 e consistiu na aplicação de um questionário aos Enfermeiros e Assistentes Operacionais de dois serviços de internamento, na observação das tarefas de movimentação manual de doentes e na caracterização dos espaços e equipamentos.

De acordo com os objectivos do estudo e com a revisão da literatura, foram utilizados os seguintes instrumentos de

avaliação:

a. A versão portuguesa do Work Ability Index (WAI), o Índice de Capacidade para o Trabalho – Portugal e Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (ICT) (Silva et al, 2006). O principal objectivo da aplicação deste instrumento foi a caracterização da percepção dos profissionais relativamente à sua capacidade de trabalho.

b. O método Intervention Evaluation Tool (IET) desenvolvido por Fray e Hignett (2009), que tem vindo a ser adaptado para Portugal como Instrumento de Avaliação da Intervenção Ergonómica na Prevenção e Controlo do Risco Ligado à Movimentação Manual de Doentes (InAvIE) por Cotrim et al (2011). Este método é constituído por 12 partes, mas neste artigo apenas serão apresentados os resultados do questionário de caracterização da percepção dos profissionais relativamente à movimentação manual de doentes. Este questionário integra questões no âmbito dos acidentes, utilização de equipamento de ajuda mecânica e interferência das condições de trabalho no posicionamento e conforto do doente.

Para a aplicação dos questionários a população alvo foi de 110 enfermeiros e assistentes operacionais, tendo sido entregue o mesmo número de questionários. A taxa de resposta foi de 70,91%.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1. Caracterização Sociodemográfica A amostra foi constituída por 78 profissionais, na sua maioria mulheres (79,49%), solteiros (42,31%), com uma média etária de 33,08 anos (dp=9,57; min=21; máx=65) e uma antiguidade média no hospital de 3,63 anos (dp=4,83). Quanto ao grupo profissional, 44,87% eram enfermeiros e 55, 13% eram assistentes operacionais. Destes profissionais, 87,18% realizavam turnos, 55,13% não praticava exercício físico e 38,46% possuía hábitos tabágicos. Quanto à percepção das principais exigências da actividade de trabalho, 98,72% referiu serem mentais e físicas.

A variável idade não apresentou uma distribuição normal de acordo com o teste de Shapiro-Wilk (p=0,000). Por grupo profissional, verificou-se que a média de idades dos enfermeiros foi de 33,58 anos (dp=9,60), enquanto a dos assistentes operacionais era de 32,59 anos (dp=9,67). No entanto, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos profissionais (t=-0,406; p=0,686), tendo-se verificado a homogeneidade de variâncias através do teste de Levene (p=0,354).

3.2. Índice de Capacidade para o Trabalho O valor médio do ICT foi de 38,84 (dp=3,98), variando entre os 27 e os 44 pontos. Relativamente às categorias do ICT, verificou-se que 71,05% destes profissionais apresentavam uma capacidade de trabalho “Boa” e 21,05% tem uma capacidade de trabalho “Moderada” (tabela 1).

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A variável ICT não apresentou uma distribuição normal, segundo o teste de Shapiro-Wilk (p=0,000).

A análise dos resultados do ICT em função das características sócio-demograficas da amostra evidenciou que não existia uma associação estatisticamente significativa entre a idade e o ICT (ρ=-0,175; p=0,177). Por grupo etário, os valores médios do ICT são mais elevados no grupo dos 26 aos 35 anos (40,62) e depois tendem a descer (tabela 2).





Tabela 2 – Distribuição do ICT por grupo etário.

Por grupo profissional, as variáveis idade e ICT, tanto nos enfermeiros (p=0,012; p=0,002) como nos assistentes operacionais (p=0,006; p=0,025) não apresentaram uma distribuição normal, segundo o teste de Shapiro-Wilk. Assim, utilizou-se o coeficiente ρ de Spearman e verificou-se que não existia uma associação estatisticamente significativa entre o ICT e a idade nos enfermeiros (ρ=0,127; p=0,504), mas a mesma foi encontrada nos assistentes operacionais (ρ=-0,425;

p=0,017). Nos assistentes operacionais observou-se o decréscimo do ICT com o aumento da idade (tabela 3), o que não se verificou nos enfermeiros, com o grupo dos 21-25 anos a apresentar um ICT médio inferior (37,80; dp=3,56) ao grupo dos 26-35 anos (41,33; dp=2,20).

Tabela 3 – Distribuição do ICT por grupo etário nos assistentes operacionais.

Entre os dois grupos profissionais, observaram-se diferenças estatisticamente significativas no ICT, depois de controlado o efeito da idade através de uma Ancova não paramétrica (F (1,59) = 7,673; p=0,007), com os enfermeiros a apresentarem valores médios do ICT superiores (tabela 4).

Tabela 4 – Distribuição do ICT por grupo profissional.

As mulheres registaram valores de ICT superiores aos dos homens, apesar de todos obterem em média uma “Boa” capacidade de trabalho. No entanto, a diferença entre as médias do ICT por género não foi estatisticamente significativa (U=341; p=0,076).

Em função do tipo de horário, a variação nos valores médios do ICT foi muito ligeira e não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre o horário fixo e por turnos nos valores médios do ICT (U=277,5; p=0,706).

3.3. Questionário de Percepção dos Profissionais relativamente à Movimentação Manual dos Doentes Apenas 5,13% dos profissionais afirmou ter reportado algum acidente relacionado com a movimentação manual de doentes nos últimos 12 meses. Este grupo apresentou um ICT médio inferior ao do grupo que não referiu qualquer acidente (tabela 5).

Tabela 5 – Distribuição do ICT em função da ocorrência de acidentes na movimentação manual de doentes.

Na amostra, 19,23% dos profissionais referiu a utilização de métodos de mobilização ou transferência de doentes potencialmente perigosos e 30,77% a realização destas tarefas sem equipamento de ajuda mecânica quando este é recomendado. Por grupo profissional, foram os enfermeiros que mais utilizaram ou viram utilizar métodos perigosos e que mais mobilizaram doentes ou assistiram a mobilizações sem o equipamento recomendado (tabela 6).

Tabela 6 – Caracterização da percepção do risco na movimentação manual de doentes por grupo profissional.

Tanto os profissionais que utilizaram, ou viram utilizar algum método perigoso, como os que executaram, ou viram executar, alguma mobilização de doentes sem o equipamento adequado apresentaram um ICT médio inferior (tabela 7).

Tabela 7 - Distribuição do ICT em função da percepção do risco na movimentação manual de doentes.

4. CONCLUSÕES Globalmente, a amostra apresentou, em média, uma «boa» capacidade de trabalho, o que está de acordo com outros estudos (Cotrim, Simões e Silva, 2011), com os enfermeiros a apresentarem valores mais elevados do que os assistentes operacionais. A idade apenas se relaciona com o ICT nos assistentes operacionais, verificando-se o seu decréscimo nos mais velhos. É também interessante destacar que os profissionais que referiram ter tido acidentes na movimentação manual de doentes nos últimos 12 meses apresentaram um ICT inferior e que o grupo que referiu não adoptar práticas que comportam um risco na movimentação manual de doentes apresentou valores de ICT mais elevados.

Em suma, os resultados obtidos neste estudo alertam para a necessidade de equilibrar as exigências da actividade de trabalho dos enfermeiros e assistentes operacionais com a sua capacidade de trabalho, de forma a manter simultaneamente a produtividade nos serviços e o bem-estar dos profissionais ao longo da vida. Nesta perspectiva, a etapa seguinte remete para a análise ergonómica da actividade dos enfermeiros e assistentes operacionais de modo a caracterizar detalhadamente quais os métodos perigosos utilizados e quais os motivos subjacentes à mobilização de doentes sem o equipamento adequado para que se façam propostas de acordo com a realidade de trabalho.

5. REFERÊNCIAS Cotrim, T., Francisco, C., Correia, L. A., Fray, M., & Hignett, S. (2011). Patient handling risk assessment: First steps for applying the "Intervention Evaluation Tool" in Portuguese hospitals. Proceedings of the HEPS 2011 International Conference. Oviedo.

Cotrim, T., Simões, A., & Silva, C. (2011). Age and Work Ability among Portuguese Nurses. In C.-H. Nygard, M. Savinainen, T.

Kirsi & K. Lumme-Sandt (Eds.), Age Management during the Life Course. Tampere.

Fray, M. & Hignett, S. (2009). Measuring the Success of Patient Handling Interventions in Healthcare across the European Union.

Proceedings of IEA 2009 Congress. Beijing.

Ilmarinen, J., Tuomi, K., & Seitsamo, J. (2005). New dimensions of work ability. International Congress Series - Assessment and promotion of work ability, health and well-being of ageing workers. Netherlands.

Silva, C.F., Rodrigues, V., Sousa, C., Cotrim, T., Rodrigues, P., Pereira, A. et al (2006). Índice de Capacidade para o Trabalho Portugal e Países de Língua Oficial Portuguesa (A.M. Alves, Trans., 1st ed). Portugal: FCT.

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

Avaliação ergonómica do posto de trabalho de maquinista: um estudo de caso na CBTU no Brasil Analysis of the job of driver: A case study in Brazil in CBTU Cardoso, Jeane Torellia, Vitório, Daiana Martins,b, Masculo, Francisco Soaresc a Federal University of Paraíba, Pos Graduação em Engenharia de Produção, Cidade Universitária, Joao Pessoa-PB, Brazil, 58051-970, bmasculo@ct.ufpb.br, cmvdaiana@hotmail.com

1. INTRODUÇÃO A ação ergonômica é um conjunto de princípios e conceitos eficazes para viabilizar as mudanças necessárias para a adequação do trabalho às características, habilidades e limitações dos agentes no processo de produção de bens e serviços. Nos termos contemporâneos da ergonomia estaremos olhando para o operador – individualmente ou em coletivo – como uma pessoa que realiza sua atividade em situação de trabalho socialmente determinada.

A ergonomia tem sido difundida como uma das mais importantes estratégias para reduzir os problemas originados por situações de trabalho que causam doenças ocupacionais (Dul; Weerdmeester, 1995). Considera-se, então, de primordial importância, que seja difundido entre os trabalhadores maquinistas aspectos ergonômico e de segurança de trabalho com a finalidade de incentivar o desenvolvimento de uma consciência crítica em relação aos efeitos do ambiente de trabalho sobre a saúde.

Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo realizar uma análise ergonômica, com o intuito de propor melhorias procurando aperfeiçoar ou otimizar as interfaces físicas e organizacionais, no posto de trabalho dos maquinistas que fazem parte do quadro efetivo da CBTU (Companhia Brasileiras de Trens Urbanos) no estado da Paraíba, tendo como posto de trabalho as locomotivas dos trens urbanos da cidade de João Pessoa, que são operados entre o percurso feito dos municípios de Cabedelo a Santa Rita.

2. ERGONOMIA A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seu ambiente de trabalho (Wisner, 1987; Iida, 2005;

Panero e Zelnilk, 1993; Grandjean, 1998) Nesse sentido, o termo ambiente abrange não apenas o meio propriamente dito em que o homem trabalha, mas também os instrumentos, os métodos e a organização deste trabalho. Em relação a tudo isto está ainda à natureza do próprio homem, o que inclui suas habilidades e capacidades psicofisiológicas, antropométricas e biomecânicas (Palmer, 1976).

Para Sluchak (1992), a ergonomia focaliza um sistema formado por um complexo relacionamento de componentes que interagem entre si. O centro desse sistema é o homem (educação, motivação, dados antropométricos) sendo imediatamente influenciado pela tarefa (análise da postura, vibração, aplicação de forças, repetição, ritmo e métodos de trabalho, movimentos de flexão e torção); instrumento (peso, tamanho, manejo e controles, localização) e posto de trabalho (alcance dos movimentos, espaço de trabalho, altura da superfície de trabalho, mobiliário). Circundando finalmente esse sistema estão os fatores físicos (ruído, iluminação, temperatura) e os aspectos éticos, legais e administrativos, que podem estar influenciando direta ou indiretamente os outros componentes.



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