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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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Para os resultados alcançados no método RULA e OWAS foram alcançados vários níveis de risco para as mesmas tarefas, em função da diversidade de posturas adoptadas pelos trabalhadores. Tendo em consideração a segurança dos operários, os resultados apresentados nestes métodos são os que representam o pior cenário observado durante o estudo.

Em fase de projecto, foram seleccionados um conjunto de métodos de avaliação ergonómica, contudo, durante a recolha e tratamento de dados, alguns dos métodos apresentaram uma não aplicabilidade no sector da construção, o que levou a exclusão de alguns deles, e a escolha dos métodos que apresentaram uma melhor precisão e fiabilidade de resultados.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO A amostra ficou constituída por 44 trabalhadores do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 21 e 59 anos. A média de idades do total dos inquiridos estudados foi de 39 anos. No que respeita à categoria profissional a de pedreiro foi a mais representativa com 40,9%, seguindo-se o estucador com 34,1%. Quanto às habilitações literárias, 52,2% dos inquiridos apresenta a sua instrução finalizada no 1º CEB e apenas 9,1 % atingiu o ensino secundário, o que representou um baixo nível de qualificação indo de encontro ao que Xavier (2006) constata no seu estudo, referindo que a mão-deobra na CC apresenta um baixo nível de escolaridade (4). Relativamente à média dos anos de trabalho na CC, o resultado alcançado corresponde a 19 anos, sendo que o trabalhador com mais experiência neste sector corresponde aos 45 anos de

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

trabalho. Através da relação estabelecida entre a categoria profissional, ocorrência de queixas profissionais, tipo de queixas e idade dos inquiridos, constatou-se que 54,5% da amostra estudada tinha queixas profissionais, onde 70,8% apresentavam queixas ao nível da coluna. Segundo Concicovski (2010) em muitas tarefas laborais efectuadas diariamente a coluna é mantida em torção (rotação axial) que se torna um importante factor etiológico da dor lombar e das lesões degenerativas dos discos (7). Esta afirmação vem de encontro às queixas dos trabalhadores, que consideram a zona da coluna a mais afectada durante as suas actividades.

A actividade de pedreiro foi a que se destacou com maior número de queixas em relação as restantes categorias profissionais com 29,5%.Verificou-se que, em função da idade dos trabalhadores, as queixas músculo-esqueléticas tinham maior predominância entre o intervalo de idades de 33-44 anos com 22,7%, seguindo-se os intervalos de 45-54 (27,3%), e 25-34 (25,0%) anos. Constatou-se, que face aos anos de actividade na CC a ocorrência de queixas profissionais ocorreu em maior número no intervalo de 15-24 anos com uma percentagem de 20,5%.

De acordo com a relação estabelecida entre a s queixas profissionais e formação em MMC, 22,7% dos 23 trabalhadores que não tiveram formação sobre MMC não apresentaram queixas e 29,5% afirmam ter distúrbios músculo esqueléticos.

Dos 21 inquiridos que tiveram formação em MMC, 22,7% não apresentam queixas profissionais ao contrário de 25%.

No que respeita à incidência de doenças profissionais os trabalhadores que obtiveram formação, têm menos incidência de doenças. As diferenças estatísticas também não são significativas (p-value 0,05).

Do conjunto de tarefas avaliadas no reboco projectado, a MMC de sacos de argamassa destacou-se como a tarefa mais prejudicial o transporte do saco, com um nível de acção 4 no método OWAS e nível 3 no RULA. Para as restantes tarefas apresentadas relativas a MMC de sacos de argamassa o nível de acção alcançado foi 3 para ambos os métodos à excepção da tarefa de despejar o saco no método OWAS obtendo um nível de acção 2. As diferenças de resultados alcançados em ambos os métodos assentam principalmente nas tarefas de transporte e despejo do saco, devido ao facto do método RULA dar maior relevância a situações mais estáticas e repetitivas, enquanto o método OWAS permite uma análise para todo o corpo conseguindo nestas situações ter uma avaliação mais geral (8). Na actividade de projectar, a tarefa que apresentou um nível mais elevado foi a projecção de massa junto ao pavimento e numa zona mais elevada, com nível de acção 2 para ambos os métodos, resultantes da combinação de posturas com uma inclinação da coluna e pescoço.

Na actividade de sarrafar paredes e tectos os níveis de acção alcançados são discordantes em ambos os métodos, nesta actividade os níveis de acção no método OWAS são mais elevados comparativamente ao RULA, destacando-se as tarefas de sarrafar numa zona mais elevada, raspar massas do pavimento, sarrafar tectos numa zona de baixa e intermédia altitude com níveis de acção 4 para o método OWAS e níveis de acção 2 para o RULA. Os resultados verificados no método OWAS transmitiram o grau de risco presente nesta actividade e a necessidade imediata de correcções das posturas, contudo no método RULA os resultados alcançados foram imprevisivelmente baixos mesmo sendo uma actividade de elevado esforço físico para os membros superiores. A falta de um parâmetro de avaliação mais concreto para membros inferiores, o facto de a tarefa ser muito móvel e pouco estática pode ter influenciado estes resultados.





Como refere Pavani (2006) o método OWAS adapta-se a praticamente todas as actividades profissionais o que de algum modo não se verifica no RULA que se limita essencialmente avaliação dos membros superiores em actividades mais estáticas (8)(9).

Para as actividades de cofragem, os valores atingidos na cofragem moderna apresentaram níveis de acção 2 no método OWAS para todas as tarefas, e níveis de acção 3 para as mesmas tarefas no método RULA. Na cofragem tradicional sobressai o valor que se atingiu pelo método OWAS para a elevação da peça, com um nível de acção 4 face ao nível de acção 3 segundo o método RULA. Verificou-se no método RULA níveis de acção mais elevados para todas as tarefas na cofragem moderna em relação ao método OWAS, com riscos posturais que desencadeiam a necessidade de uma investigação e alterações rápidas nas posturas adoptadas pelos trabalhadores.

As diferenças constatadas na cofragem moderna em ambos os métodos, onde se destacam valores mais elevados para o método RULA, resultam essencialmente de nesta actividade, a excepção do transporte das peças, as tarefas de elevação e aplicação das peças de cofragem realizam-se de modo mais estático, exigindo apenas a utilização dos membros superiores e torção/inclinação da coluna e pescoço, onde método RULA consegue uma melhor aplicabilidade face ao OWAS (9).

Na abertura de roços, existe uma grande diferença nos níveis de acção obtidos, onde se distingue o valor 4 no método OWAS, face ao nível de acção 2 alcançado no método RULA. As diferenças entre os métodos podem justificar-se pela relativa importância que o método OWAS transmite às costas e membros inferiores, estabelecendo o grau de risco elevado para estes factores. O método RULA não permite uma avaliação tão específica como o OWAS o que justifica os valores inferiores. Pavani (2006) refere que o método OWAS tem um tipo de uso geral, já o método RULA avalia a situação de um modo geral com maior ênfase para os membros superiores (9).

Na actividade de ladrilho, na aplicação de pedras mármore verificou-se níveis de acção elevados para ambos os métodos OWAS e RULA, com níveis 3 no método OWAS e níveis 4 no método RULA nas tarefas de elevar e baixar a pedra. No transporte da pedra o nível de acção no método OWAS (nível 3) foi superior ao método RULA (nível 2). Na aplicação de azulejo numa altura superior a 1,5 m, na tarefa referente ao espalhar a cola, o método RULA apresentou um nível de acção 3 e o método OWAS nível de acção 2, na aplicação da peça cerâmica ambos os métodos apresentaram um nível de acção 3. No que refere a assentar azulejo numa altura inferior a 1,5 m as tarefas de aplicar a peça cerâmica e dar pequenas marteladas obtiveram um nível de acção 3 para o método OWAS e nível de acção 2 para o RULA. Na colocação de mosaico destacam-se os resultados do método OWAS para a elevação e aplicação da peça, e a tarefa de dar pequenas marteladas onde se verificou um nível de acção 3 face ao método RULA que apresentou um nível de acção 2 para as mesmas tarefas. Nas tarefas de buscar e espalhar cola, os valores atingidos foram os mesmos para ambos os métodos, com níveis de acção 2. Face aos resultados alcançados, verifica-se que o método RULA dá maior relevância aos membros superiores, destacando-se essencialmente nas tarefas mais estáticas e repetitivas, sendo menos eficaz na avaliação de tarefas móveis como as MMC onde se destaca o método OWAS com uma avaliação mais precisa (8)(10).

Na actividade de MMC superiores a 20 kg verificou-se diferenças nos níveis de acção obtidos em ambos métodos, de onde se destacou um nível de acção 4 no método OWAS para o transporte da carga, e dois níveis de acção 4 no método RULA para a elevação e baixar da carga. Em cargas inferiores a 20kg, os resultados são idênticos, verificando-se apenas diferenças no transporte da carga, onde o método OWAS obteve um nível de acção 3 e o método RULA um nível 2.

Segundo Concicovski (2010) ao elevar uma carga as forças são transmitidas para a coluna vertebral e os discos são submetidos a diferentes pressões. Se o tronco for flexionado a pressão sobre os discos é irregular podendo causar lesões na coluna (7). Esta justificação vai de encontro à maioria dos resultados obtidos em tarefas de elevação de cargas, resultando em níveis de risco na sua maioria elevados e com necessidade de mudanças imediatas.

Para actividade de alvenaria numa posição superior a 1,5 metros, alcançou-se como nível de acção mais elevado o nível 3 para a tarefa de ir buscar tijolos no método OWAS e valores de nível de acção 2 para a tarefa de buscar massa, colocar tijolo e pegar no tijolo. No método RULA, verificou-se níveis de acção 2 para as tarefas de ir buscar e pegar no tijolo, bater com a pá de pedreiro e verificar o prumo, e níveis de acção 3 para as restantes tarefas. Para a alvenaria em altura inferior a 1,5 m, em ambos os métodos os valores atingidos foram iguais para todas as tarefas, com um nível de acção 2, variando apenas na tarefa da aplicação de tijolo, onde se alcançou um nível mínimo para o método OWAS e um nível de acção 2 para o RULA. Os resultados não foram de níveis elevados como os atingidos noutro estudo (4), contudo, o tamanho da amostra nesta actividade pode não ser significativa, ficando a necessidade de recolher um número mais elevado de dados para justificar os resultados obtidos. O método RULA atingiu no geral valor mais elevados relativamente ao método OWAS na actividade de alvenaria apoiando a ideia que em actividades mais estáticas e com movimentos repetitivos a sua aplicação é mais precisa (11).

4. CONCLUSÕES Pelos resultados alcançados percebeu-se que aplicação dos métodos RULA e OWAS, isoladamente não são totalmente eficazes numa avaliação cuidada de todas as actividades estudadas. A compilação de ambos os métodos é o melhor procedimento para alcançar os melhores resultados possíveis. Contudo, quer o método RULA, quer o método OWAS apresentam limitações, ao não considerarem os factores relacionados com a organização do trabalho e os factores considerados complementares. O método OWAS embora não proponha uma análise da postura considerando o pescoço, punhos e antebraço, ao contrário do método RULA, demonstrou ser uma ferramenta importante e eficaz na avaliação ergonómica de actividades como a MMC. O método OWAS, consegue, de um modo geral, uma rápida identificação da gravidade das posturas adoptadas pelos trabalhadores evidenciando deste modo a urgência na tomada de medidas preventivas. O método RULA demonstrou ser uma ferramenta importante na pesquisa e identificação de factores de risco de distúrbios dos membros superiores, essencialmente em tarefas de cariz estático e repetitivo, onde os resultados alcançados podem ser incorporados com uma outra avaliação ergonómica mais ampla, como é o caso do método OWAS.

5. REFERÊNCIAS (1) ww.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0001921&contexto=pi&selTab=tab0. Acesso em 23/11/2011.

(2) Mesquita, L; Cartaxo, C e Nóbrega, C.; (1997). Ergonomia e construção: uma revisão dos riscos presentes na etapa de estrutura das edificações. In: Scribd, UFPB, Risco Construção, ENEGEP, T2108.

(3) Moser, A. D.; Mateus, F. J.; Canto, S. E.; Martins, S. B.; Abrantes, F. T.; (2000). Métodos de análise postural e contribuição do sistema OWAS. In: Congresso Brasileiro de Ergonomia, Rio de Janeiro.

(4) Saad, V. L.; Xavier, A. A. de P.; Michaloski, A. O.; (2006). Avaliação do risco ergonômico do trabalhador na construção civil durante a tarefa do levantamento de paredes. In: XIII SIMPEP, Bauru, SP, Brasil.

(5) Lima, T. M.; (2005). Risco de acidentes de trabalho: Desafios a uma cultura de prevenção O sector da construção civil em Portugal.

Actas do V Congresso Português de Sociologia “Sociedades Contemporâneas: Reflexividade e Acção.: APS.

(6) Gonçalves, A. S.; Deus, E. P.; (SD). Intervenção ergonômica no processo produtivo da construção civil - Estudo caso.

(7) Concicovski, D.; (2010). Análise das posturas compensatórias através do método de análise postural OWAS em Berçaristas de creche. In: IV Congresso Paranaenese de Fisioterapia da Unioeste, Brasil.

(8) Vergara, L. G. L.; Batiz, E. C.; (2001). Aplicação de um método de análise de cargas manuais na manipulação de pacientes. In: XIII JOLASEHT, Jornadas Latino-Americana de Segurança e Higiene no Trabalho;

(9)

Pavani, R. A.; Quelhas, O. L. G.; (2006). A avaliação dos riscos ergonômicos como ferramenta gerencial em saúde ocupacional. In:

XIII SIMPEP, Bauru, SP, Brasil.

(10) Serranheira, F.; Uva, A. S.; (2000). Avaliação do risco de lesões musculo-esqueléticas do membro superior ligadas ao trabalho (LMEMSLT): aplicação dos métodos RULA e Strain Index. Saúde & Trabalho. Vol.3, pp 43-60.

(11) Junior, M. M. C.; (2006). Avaliação Ergonómica: Revisão dos métodos para avaliação postural. In: Revista Científica Electrônica de Engenharia de Produção. Vol. 6, n 3.



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