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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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A colocação de mobiliário urbano nos passeios deverá ter em atenção não só as pessoas com mobilidade condicionada mas igualmente não ser um impedimento na acessibilidade aos edifícios, Figura 2.2.

Figura 2.2 – Estacionamento indevido e mobiliário urbano

3. PROPAGAÇÃO DE INCÊNDIO NOS CUA No interior de um edifício o incêndio pode propagar-se tanto na vertical como na horizontal, partindo do local de origem do foco de incêndio e propagando-se pelos espaços contíguos.

A propagação vertical é mais provável no sentido ascendente, ditado pelo efeito da convecção (efeito chaminé), mas situações particulares podem originar igualmente uma propagação vertical no sentido descendente.

No interior de um edifício a propagação de incêndio está dependente da compartimentação, da disposição dos diversos espaços, das características dos elementos de construção (paredes, tectos, portas, pavimentos, etc.) e da relação de pressões, interior e exterior ao edifício (Coelho, 2001).

Assim, a propagação de incêndio no interior do edifício pode efectuar-se através das comunicações horizontais comuns, através das redes técnicas e através de espaços ou locais de difícil acesso como é o caso de caves e sótãos.

Pelo exterior, a propagação de incêndio pode afectar e propagar-se a outros pisos do mesmo edifício e a outros prédios adjacentes ou em confronto.

4. CONCLUSÕES Intervindo com medidas correctivas para melhorar as condições existentes no edifício, vai permitir a redução da probabilidade de ocorrência de um incêndio.

Essa actuação deverá ter dois níveis distintos, o primeiro nível é caracterizado por edifícios com ocupação já existente e o segundo nível relativo a novos tipos de ocupações, principalmente certos estabelecimentos cujos usos não devem em princípio ser permitidos, como é o caso das industrias ainda que por vezes sejam pequenas (Coelho, 2001).

Relativamente aos edifícios já existentes é possível organizar campanhas sistemáticas que podem ir desde pequenas intervenções ao nível físico do edifício até à sensibilização das pessoas para o perigo real e para o seu comportamento diário de modo a não comprometer a segurança.

Sensibilizar as pessoas para a limpeza dos seus espaços, nomeadamente zonas de armazenagem, com regularidade para assim se evitar a acumulação de lixos e de elevadas cargas de incêndio sem qualquer protecção ou segurança ao incêndio.

Dar formação às pessoas não só na forma de utilização dos meios de 1ª intervenção, principalmente extintores, no caso de idosos e crianças que não têm força ou altura para os retirar dos suportes e usá-los, mas também formá-los no sentido de saberem que medidas tomar em caso de incêndio.

As intervenções tendo em vista a limitação da propagação do incêndio podem ser efectuadas no interior do edifício e entre edifícios vizinhos.

A propagação do incêndio no interior do edifício pode ocorrer através das janelas passando de um piso inferior para um piso superior, pelos pavimentos, ou através da caixa de escadas.

Na passagem do incêndio pelo exterior, de um piso inferior para um piso superior através das janelas, a possibilidade de intervenção é quase nula se elas forem de sacada e altas.

Na propagação de incêndio através dos pavimentos é possível actuar de forma a melhorar a sua capacidade de desempenho, mesmo continuando a utilizar pavimentos de madeira.

Mas, uma forma de atingir essa melhoria pode passar pela substituição integral dos pavimentos existentes por outros novos, ou actuando apenas no melhoramento do seu comportamento ao fogo.

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

Para melhorar a resistência ao fogo dos pavimentos de madeira pode-se efectuar a ignifugação da madeira usada nesses pavimentos e pela execução de pavimentos duplos com caixa-de-ar preenchida com material de isolamento.

Na propagação do incêndio de uns edifícios para os outros, a possibilidade de intervenção é reduzida mas o perigo é bem maior.

Uma intervenção ao nível das coberturas é também possível, mediante uma actuação sobre o material de revestimento, e procedendo a uma limpeza regular dessas coberturas e de possíveis tectos falsos.

Deve ser permitido aos bombeiros, ou a outros corpos de intervenção e socorro, adequadas condições de acesso e ataque ao incêndio e devem possuir um perfeito conhecimento das zonas sob a sua responsabilidade.

A criação de novas infra-estruturas nomeadamente no que se refere ao abastecimento de água para combate ao incêndio, dotando estas zonas de hidrantes com capacidade para no local abastecer as viaturas de socorro.

A dinamização de um centro histórico ou CUA passa por acções de requalificação ambiental, incentivos para a fixação de unidades comerciais e serviços na zona e criação de melhores condições para a função habitacional, que será sempre a melhor solução para a revitalização e valorização das suas potencialidades.

A função residencial deverá ser sempre defendida, apoiada e valorizada para que sejam garantidas as vivências e a qualidade urbana destes locais.

5. REFERÊNCIAS Barra, C.M.P. (2010) – Risco e Propagação de Incêndios em Centros Urbanos Antigos – Tese de Mestrado em Segurança aos Incêndios Urbanos, Universidade de Coimbra;





Coelho, A. L. (2001) – Segurança Contra Risco de Incêndio em Áreas Urbanas Antigas, Princípios Gerais de Intervenção – LNEC.

Nos bastidores das catedrais de consumo: Os riscos que permanecem invisíveis na avaliação de condições de trabalho In the backstage of consumption: the risks that remain invisible in the evaluation of working conditions Barros-Duarte, C., Ferreira, A., Leones, A. Moreira, A., Moreira, D.

Universidade Fernando Pessoa, cbarros@ufp.edu.pt; Universidade Fernando Pessoa, 20664@ufp.edu.pt; Universidade Fernando Pessoa, 19879@ufp.edu.pt; Universidade Fernando Pessoa, 20108@ufp.edu.pt; Universidade Fernando Pessoa, 26014@ufp.edu.pt

1. INTRODUÇÃO Nos últimos anos, Portugal foi invadido pelas novas catedrais de consumo: os centros comerciais. Estas catedrais são usualmente vistas como locais que combinam lazer, convívio, entretenimento e cultura (Cachinho, 2000), onde se encontra o glamour das grandes marcas de moda, a beleza, juventude e saúde dos jovens que nestes locais trabalham, sugerindo um trabalho satisfatório, bem pago e sem problemas aparentes. No entanto, poucos são os estudos que reflectem a verdadeira realidade dos trabalhadores dos centros comerciais (Cruz, 2010). Nos bastidores do mundo do glamour, são ocultadas situações como os baixos salários dos seus trabalhadores, os vínculos laborais precários e os horários atípicos, que acentuam os riscos psicossociais a que estes funcionários estão sujeitos. Neste sentido, e de modo a compreender os riscos que permanecem invisíveis, foi elaborado um estudo que tem como objectivo compreender as consequências não visíveis que estas condições laborais originam aos seus trabalhadores.

É difícil dar visibilidade a estas problemáticas pois os constrangimentos nas suas declarações dificultam, muitas vezes, a sua comunicação por parte dos trabalhadores. Por um lado, quer-se crer que determinadas características do emprego em si implicam determinadas características psicossociais, nomeadamente relacionadas com a idade ou o sexo dos trabalhadores; como tal, os trabalhadores vêm os problemas como algo “inerente ao exercício da profissão, ou até mesmo como uma componente da identidade profissional” (Sorignet, 2006, in Volkoff, 2011, pp.120) e não como algo a que devem dar visibilidade. Por outro lado, a precariedade laboral impele os trabalhadores a aceitarem determinadas condições de trabalho que eles sabem ser prejudiciais à sua saúde, e impede-os de denunciar determinadas situações devido ao seu vínculo laboral precário (Volkoff, 2011), “a compreensão das condições de trabalho e dos seus efeitos é dificultada na ausência de colectivos estáveis” (pp. 119).

2. MATERIAIS E MÉTODO Neste sentido, e de modo a compreender os riscos que permanecem invisíveis, foi elaborado um estudo que tem como objectivo compreender as consequências não visíveis que estas condições de trabalho originam aos seus trabalhadores.

O instrumento utilizado foi o Inquérito de Saúde e Trabalho – INSAT, que se trata de um inquérito de autopreenchimento, com uma perspectiva centrada na pessoa, que tem como objectivo analisar as condições de trabalho actuais e passadas e as suas consequências a nível da saúde e do bem-estar do trabalhador (Barros-Duarte, & Cunha, 2010). O INSAT compreende 7 eixos principais dividindo-se pelos domínios do trabalho e as suas condições, as dificuldades sentidas no trabalho, o estado de saúde e a saúde no trabalho. Este inquérito engloba o Nottingham Health Profile (NHP). O NHP é um instrumento de avaliação de qualidade de vida, constituído por 38 itens, baseados na classificação de incapacidade descrita pela OMS, com respostas no formato sim/não. Utilizando uma linguagem de fácil interpretação, o NHP fornece uma medida simples da saúde física, social e emocional do indivíduo. Os itens estão organizados em seis categorias que englobam nível de energia (NE), dor (D), reacções emocionais (RE), sono (S), isolamento social (IS) e mobilidade física (MF).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO O estudo foi desenvolvido em cinco centros comerciais do distrito do Porto, junto de 48 funcionários de diferentes lojas, sendo 12 do sexo masculino e 36 do sexo feminino. Verificou-se que 80% dos funcionários tinham idades compreendidas entre os 20 e os 29 anos de idade, relativamente às habilitações literárias, 13% possuem o ensino básico (3º ciclo), 42% o ensino secundário e 42% eram licenciados. A grande maioria dos inquiridos trabalha em turnos rotativos, sendo que 37.5% tem um horário misto, ou seja, o funcionário trabalha tanto em horário nocturno, como diurno. Os resultados da análise estatística permitiram organizar os dados em dois grandes grupos: (i) a exposição a determinadas características do trabalho: o ambiente e os constrangimentos físicos (tabela 1) e os constrangimentos organizacionais e relacionais (tabela 2); (ii) indicadores do NHP nas seis dimensões de saúde (tabela 3).

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Na verdade, as reacções emocionais caracterizam um estado de saúde fragilizado do ponto de vista psicológico traduzido por um desânimo generalizado que parece atingir mais de metade dos trabalhadores da amostra (52.1%).

Além disso, são referidas a dor (29.2%) e a mobilidade física (35.4%) queixas provavelmente relacionadas com as características e constrangimentos físicos. Quanto às queixas relativas ao sono (39.6%), podem ser associadas ao tipo de horário praticado e ao ter que muitas vezes prolongar o horário normal de trabalho que dificulta a gestão da vida de trabalho com a vida familiar, contribuindo para algumas alterações no ciclo de sono.

4. CONCLUSÕES Os resultados apontam para a necessidade de uma preocupação crescente no que respeita as condições de trabalho e à sua ligação com o bem-estar físico, psicológico e relacional. É necessário dar visibilidade a estes riscos pois, segundo os resultados, são estes que neste momento, em conjunto com as exigências físicas, estão a contribuir para a degradação do estado de saúde dos trabalhadores. A consideração deste tipo de problemas, que embora não sejam diagnosticados como patológicos influenciam o estado de bem-estar – os aspectos ditos infra-patológicos –, torna-se, portanto, a única alternativa possível se quisermos evitar o risco de uma avaliação das condições de trabalho que, baseada na norma e no prescrito, seja incapaz de compreender o comportamento do homem no trabalho.

5. REFERÊNCIAS Barros-Duarte, C. & Cunha, L. (2010). INSAT2010 – Inquérito Saúde e Trabalho: outras questões, novas relações. Laboreal, 6, (2), 19-26 http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=48u56oTV6582234;5252:5:5292 Barros-Duarte, C., Cunha, L. & Lacomblez, M. (2011). Risks of invisible items/dimensions on the assessment of working conditions.

RICOT2011 Congress proceedings. 1st Working Conditions International Congress, september 15th and 16th, ISBN 978-972-97763-2-8.

Cachinho, H. (coord.) (2000), Centros Comerciais em Portugal - conceito, tipologias e dinâmicas de evolução, Observatório do Comércio.

Cruz, S. (2010) O Trabalho nos Centros Comerciais, Porto: Edições Afrontamento.

Volkoff, S. (2011), “Visibilidade”, Disponível em URL [Consult. 25 Jul 2011]:

http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=37t45nSU5471124228995674481 Que comparativamente com os estudos realizados em França (Derriennic, Touranchet, & Volkoff, 1996; Cassou et al., 2001) com as mesmas normas de tratamento de dados - “Pelo menos uma queixa” ou “Nenhuma queixa” - se mostram, de uma maneira geral, bem mais elevados.

Risk Assessment and Decision Support Bitaraf, Saminehsadata and Shahriari, Mohammada a Chalmers University of Technology, Department of Product and Production Development, Division of Production System, SE-412 96 Gothenburg, Sweden, email: Samineh@student.chalmers.se

1. INTRODUCTION Typically, oil production activities contain many hazardous scenarios which could cause catastrophic disasters such as loss of asset, human fatalities or injuries and environmental pollutions (Sutton, 2010). Essence of designing a safe process plant makes an efficient risk management plan necessary for promoting safety in hazardous industries such as oil production.

Decisions made during the design phase can greatly influence the safety of the plant during the operation phase. Every decision making situation involves some degree of uncertainty and managers face with judgment regarding uncertainties.



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