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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados permitiram verificar que, aproximadamente, 60% dos adolescentes experienciaram dor na coluna vertebral, pelo menos um dia nos últimos 3 meses. As raparigas apresentam uma prevalência de dor superior à dos rapazes, 69,4% e 48% respectivamente. Estes resultados são similares aos encontrados por Salminen et al. (1992) e Brattberg (1994).

No que respeita aos segmentos da coluna vertebral, a zona cervical é aquela que apresenta maior prevalência 39%, seguida da coluna dorsal, 34,6% e, por último, a coluna lombar, 33,8%. À semelhança do presente estudo, Murphy et al.

(2007) reportaram como segmento com maior prevalência de dor a coluna cervical (27%). A zona dorsal é a menos afectada (18%), precedida pela coluna lombar (22%). Nos estudos de Diepenmaat (2006) e Vikat (2000) foram identificados valores de prevalência semelhantes para a coluna cervical, 11,5% e 15%, respectivamente. Estes estudos encontraram, igualmente, valores semelhantes de prevalência para a coluna lombar, 8% e 7,5%, respectivamente.

Da análise dos factores de risco associados à prevalência de dor a coluna vertebral evidenciam-se o papel do nível de maturação, da prática de AF, do desajustamento do mobiliário escolar, bem como o género feminino.

Os resultados das associações, por ano de escolaridade e utilizando o teste t para duas amostras independentes, com dor e sem dor, por segmento e na coluna vertebral (enquanto segmento único), evidenciaram que no 7º ano de escolaridade existem diferenças significativas, entre os alunos com e sem dor na coluna dorsal para os valores médios da idade óssea.

Relativamente à dor no segmento lombar, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos valores médios dos alunos sintomáticos e assintomáticos para a AF vigorosa total.

Resultados idênticos foram observados para os estudantes do 9º ano e relativamente à coluna lombar, sendo que existem diferenças significativas, entre a experiência de dor e os valores médios das seguintes variáveis: AF vigorosa, AF muito vigorosa, estatura, altura do ombro e idade óssea.

Relativamente ao 8º ano de escolaridade, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas para os diferentes segmentos, independentemente dos factores em análise.

Os modelos de regressão logística construídos permitiram identificar associações estatisticamente significativas para o género feminino, sendo que as raparigas têm quatro vezes maior probabilidade de apresentar dor na coluna vertebral do que os rapazes, independentemente do segmento (OR 4.06 IC 95% 1.31-12.60). Ao nível da coluna dorsal, verificou-se uma associação estatisticamente significativa da diferença entre a altura total do plano de trabalho e a altura do cotovelo (OR 1.39 IC 95% 1.08-1,79) e a ocorrência de dor nesta zona, em particular para as raparigas (OR=2,32; 95%CI 1,27bem como para o total da amostra (OR=0,81; 95%CI 0,67-0,98). Estes resultados são corroborados pelos estudos de Gouvali & Boudolos (2006), Parcell et al. (1999) e Panagiotopoulou et al. (2004).

Por outro lado, os adolescentes que apresentam um estadio maturacional mais avançado estão mais predispostos a experienciarem dor na coluna cervical (p=0,035) e na coluna dorsal (p=0,015).

Por último, a AF sedentária para raparigas surge como um factor estatisticamente significativo e protector, mas com um Odds Ratio próximo de 1 (OR=.97 IC 95%.94-.99).

Não foram encontradas associações com o peso da mochila nem com o IMC.

4. CONCLUSÃO Estes resultados evidenciam a importância do estudo do ambiente escolar de forma a estabelecer programas de prevenção de problemas músculo-esqueléticos na coluna vertebral em crianças e adolescentes. Neste sentido, considera-se que os programas de prevenção de raquialgias, deverão contemplar as seguintes dimensões: (1) Educação para a saúde, iniciada em idades precoces; (2) Promoção de estilos de vida saudáveis, na vertente da actividade física e da alimentação equilibrada; (3) Adequação do mobiliário escolar às diferentes faixas etárias, considerando as suas características antropométricas, para diferentes ciclos de formação.

5. REFERÊNCIAS Brattberg, G. (2004). Do pain problems in young school children persist into early adulthood? A 13-year follow-up. Eur J Pain, 8(3), 187Brattberg, G. (1994). The incidence of back pain and headache among Swedish school children. Qual Life Res, 3 (Suppl 1), S27-31.

Diepenmaat, A.C., (2006), Neck/shoulder, low back, and arm pain in relation to computer use, physical activity, stress, and depression among Dutch adolescents. Pediatrics, 117(2), 412-6.

Feldman, D. E., Shrier, I., Rossignol, M., & Abenhaim, L. (2001). Risk factors for the development of low back pain in adolescence. Am J Epidemiol, 154(1), 30-36.

Gouvali, M.K. & Boudolos, K. (2006). Match between school furniture dimensions and children's anthropometry. Appl Ergon,. 37(6), 765-73.

Harreby, M., Neergaard, K., Hesselsoe, G., & Kjer, J. (1995). Are radiologic changes in the thoracic and lumbar spine of adolescents risk factors for low back pain in adults? A 25-year prospective cohort study of 640 school children. Spine (Phila Pa 1976), 20(21), 2298-2302.

Hestbaek, L., Leboeuf-Yde, C., Kyvik, K. O., & Manniche, C. (2006). The course of low back pain from adolescence to adulthood: eightyear follow-up of 9600 twins. Spine (Phila Pa 1976), 31(4), 468-472.





Hong, Y., & Brueggemann, G. P. (2000). Changes in gait patterns in 10-year-old boys with increasing loads when walking on a treadmill.

Gait & Posture, 11(3), 254-259.

Murphy, S., P. Buckle, and D. Stubbs (2007). A cross-sectional study of self-reported back and neck pain among English schoolchildren and associated physical and psychological risk factors. Appl Ergon., 38(6): 797-804.

Panagiotopoulou, G., et al. (2004). Classroom furniture dimensions and anthropometric measures in primary school. Appl Ergon, 35(2), 121-8.

Parcells, C., Stommel, M.and Hubbard, R.P. (1999). Mismatch of classroom furniture and student body dimensions: empirical findings and health implications. J Adolesc Health, 1999. 24(4), 265-73.

Pheasant, S. (1996). Bodyspace: anthropometry, ergonomics, and the design of work: Taylor & Francis.

Salminen, J. J., Erkintalo, M. O., Pentti, J., Oksanen, A., & Kormano, M. J. (1999). Recurrent low back pain and early disc degeneration in the young. Spine (Phila Pa 1976), 24(13), 1316-1321.

Salminen, J.J., J. Pentti, and P. Terho (1992). Low back pain and disability in 14-year-old schoolchildren. Acta Paediatr, 81(12), 1035-9.

Tanner, J. M. (2001). Assessment of skeletal maturity and prediction of adult height (TW3 method) (3rd ed ed.). London: Saunders.

Vikat, A. (2000). Neck or shoulder pain and low back pain in Finnish adolescents. Scand J Public Health, 28(3): p. 164-73.

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

Programa comportamental de segurança e saúde – Os Diálogos Comportamentais (diários) de Segurança Behavioral program of health and safety - The Behavioral Dialogue (daily) for Safety Augusto, Natividade a, Alves, José b b a

Revista Segurança Comportamental, e-mail: direcao@segurancacomportamental.com; DNV, Brasil, email:

jose.alves@dnv.com

1. FASES DO PROGRAMA DE SEGURANÇA E SAÚDE COMPORTAMENTAL

A nossa proposta para a concepção e implementação do programa de segurança e saúde comportamental, nas empresas,

passa por duas fases:

1) a primeira diz respeito à fotografia da realidade laboral, ou seja, a caracterização do estado actual da empresa. Este diagnóstico é constituído pela caracterização do sistema de gestão de segurança e saúde, apontando os seus pontos fortes, os pontos fracos, oportunidades e ameaças; e também pela análise da cultura de saúde e segurança da empresa. Survey, grupos focais, entrevistas e observação directa, são as ferramentas tradicionais utilizadas.

2) a segunda fase é referente ao plano de acção, que deve ser concertado e interligado com a primeira fase. Este plano de acção encontra-se subdividido também em várias fases, sendo necessário definir primeiramente as competências a desenvolver para a identificação de perigos e avaliação de riscos; de seguida a selecção das ferramentas necessárias para o desenvolvimento dessas competências e por ultimo a monitorização dos resultados.

2. DIÁLOGOS COMPORTAMENTAIS (DIÁRIOS) DE SEGURANÇA (DCDS) Muito temas poderiam ser abordados no plano de acção, mas pelo facto de a dinâmica do programa de segurança e saúde comportamental ser o diálogo comportamental (Bley, J. Z., 2004) e não uma simples observação e muito menos uma auditoria, optamos por vos falar da ferramenta “Diálogos Comportamentais Diários de Segurança”.

Os Diálogos Comportamentais Diários de Segurança (DCDS) são uma ferramenta educativa que procura conscientizar sobre os perigos e riscos presentes nas actividades laborais, através de troca de informações entre as pessoas que compõe as equipas de trabalho. O DCDS consiste numa conversa estruturada, entre duas pessoas ou em grupo, sobre assuntos que dizem respeito à prevenção. A finalidade do DCDS é elevar o nível de informações dos trabalhadores a respeito dos perigos e riscos da sua actividade e sobre formas de reduzir a probabilidade de acontecerem lesões leves ou graves. Por outras palavras, aumentar a competência sobre os riscos.

A concepção e implementação dos Diálogos Comportamentais Diários de Segurança – DCDS – devem seguir quatro

passos básicos:

1) Definição da tarefa ou trabalho que será alvo do diálogo comportamental: mais importante do que definir o tema sobre o qual será trabalhado o DCDS, é conhecer as características do trabalho e dos riscos do local. O DCDS pode servir muito bem para os “Diálogo Diários de Segurança”, como são conhecidos. A diferença é que, nos diálogos diários de segurança assuntos pré-definidos são tratados em grupo. Os diálogos comportamentais podem ser usados para aumentar o sucesso dos diálogos diários, por meio da metodologia usada para a conversação. O mesmo tema pode ser trabalhado de formas diferentes, dependendo das características do público presente num determinado contexto. É um erro do programa se não tivermos em conta as características do grupo de trabalho onde será realizado um DCDS, e isso pode comprometer todo o trabalho, pois o condutor perde a oportunidade de criar uma identificação do público com o tema, de dar sentido ao assunto que será trabalhado. Como verificamos num dos princípios básicos do programa, a aprendizagem é educativa e deve ser conseguida através de troca de experiências, só assim os adultos retêm maior percentagem de informação.

2) Definição do objectivo: a definição do objectivo do DCDS é um estabelecimento de meta. Onde se pretende chegar com ele? Será de todo impossível um DCDS ser realizado de forma eficaz e eficiente, em 10 ou 15 minutos, se não houver uma meta traçada. O objectivo de aprendizagem deve estar claro para poder ser alcançável.

3) Definição de métodos e técnicas: depois de definir o objectivo é importante que o condutor ou facilitador se foque em saber como vai gerar e gerir a conversação dentro do DCDS. O método mais frequentemente encontrado nos DCDS é a leitura em voz alto de um pequeno texto ou somente uma frase, e de seguida o facilitador educativo deverá promover a participação de todos os elementos individualmente assim como a interacção grupal e destes com o contexto. Deve utilizar os últimos minutos para a conclusão da ideia inicial, deixando em aberto para exposição de ideias do grupo.

4) Temas: durante o diálogo comportamental são tratados os activadores e antecedentes (Skinner, 1953), ou seja, as razões que levaram ao comportamento de risco. O tema deve ser escolhido não com base no que o facilitador quer transmitir, mas sim com base nas necessidades de aprendizagem dos participantes dos DCDS’s. Considerando sempre as características do grupo, procure temas actuais ou assuntos que a empresa queira ver melhorados. Pode também trabalhar “safety of job” porque o trabalhador também é individuo social, use acontecimentos do dia-a-dia da equipa como algo ocorrido com familiares, no trânsito ou factos importantes divulgados pela imprensa.

Os DCDS`s deverão ser implementados no âmbito do sistema de gestão de saúde e segurança da empresa, e os seus resultados deverão ser comunicados aos trabalhadores, sendo estes registados no sistema de acompanhamento e analisados periodicamente com vistas à aplicação de medidas de correcção e promoção de comportamentos seguros e saudáveis. Devemos alertar para a análise desta ferramenta não ser somente quantitativa mas também qualitativa.

O objectivo final do programa comportamental de segurança e saúde, e de todas as suas ferramentas, é o de construir uma cultura de segurança onde cada trabalhador tenha capacidade de cuidar de si, de cuidar dos colegas da equipa e de permitir que estes cuidem também de si.



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