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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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Os resultados do INSAT vieram não só reforçar o conhecimento que já detínhamos sobre as condições e características do trabalho e os seus efeitos, resultantes de análises da atividade real, como ainda revelou a exposição a um outro conjunto de constrangimentos, menos visíveis e cujas repercussões na saúde e no bem-estar necessitam da explicitação do trabalhador para serem conhecidas.

3.1. Os “Colarinhos Brancos” no caminho da intensificação do trabalho Ainda que dentro do grupo “Colarinho Branco” de uma empresa municipal de serviço público tenhamos trabalhadores com funções distintas, podemos identificar um conjunto de respostas que vai ao encontro da representação tradicional das atividades associadas aos trabalhadores daquele contexto: estar em contacto direto com o público (49,9%), depender dos pedidos dos clientes (33,9%), estar sempre em presença de outras pessoas (85,9%), estar sempre a aprender (85,4%), fazer um trabalho variado (82,8%), permanecer muito tempo sentado (66,1%) e permanecer longos períodos a trabalhar ao computador (79,7%). Destas características, registámos que os trabalhadores que declararam incómodo associado à exposição de permanecerem muito tempo sentados têm quatro vezes mais probabilidades de se queixarem de reações emocionais (OR=4.464, p=.006). Vários trabalhadores queixaram-se ainda de dores nas costas (50,5%) e destes, a maioria considera que estas são causadas ou agravadas pelo trabalho (76,6%).

Mas para lá daquelas previsibilidades, os resultados mostraram-nos que este grupo se encontra exposto a outros constrangimentos, nem sempre visíveis, e que pesam na sua saúde e qualidade de vida: ter de fazer várias coisas ao mesmo tempo (71,9%), ter de mudar de métodos e instrumentos (49%), estar sujeito a frequentes interrupções (60,4%), ter de me apressar (62,5%), ter que resolver problemas imprevistos sem ajuda (64,6%), ter que suprimir ou encurtar uma refeição ou nem realizar uma pausa (46,4%), ter que ultrapassar o horário normal (65,6%). Os resultados revelaram ainda que acompanhar o ritmo imposto, assinalado por 16,7% dos inquiridos, é determinante no aparecimento de perturbações de sono (OR=2.758, p=.023). 26,6% dos inquiridos referem ter dores de cabeça, dos quais 64% consideram que são provocadas ou agravadas pelo trabalho.

Veja-se o número elevado de constrangimentos de ritmo assinalados pelos trabalhadores. Quanto maior for o número de fatores (clientes, colegas, prazos, horários, etc.) que definem o ritmo de trabalho, maiores serão as exigências que são colocadas aos trabalhadores e, consequentemente, maior é o impacto negativo na saúde e no bem-estar (Eurofound, 2011). A sustentabilidade do trabalho, a longo prazo, tem que ser assegurada pelas organizações (Coninck & Gollac, 2006, in Askenacy et al.,2006). Não será por acaso que mais de um quarto destes trabalhadores (27,4%), consideram que não conseguirão realizar o seu trabalho quando tiverem 60 anos e que isso é sentido como incomodativo por um grande número (73,1%). Além disso, não se pode olhar para o fenómeno de intensificação circunscrevendo-o a limitações na gestão temporal do trabalho, ainda que este aspeto seja relevante para os operadores, já que se queixaram da impossibilidade de participar na escolha do horário (39,6%). Para a intensificação do trabalho contribuem outros fatores, por exemplo as formas de uso da autonomia, as exigências de compromisso dirigidas aos trabalhadores, as modalidades de controlo da atividade e a aceleração das mudanças organizacionais (Askenazy et al., 2006). Registámos que não poderem tomar decisões por si próprios (22,5%), de não terem possibilidade de decidir como realizar a tarefa (20,3%), de não poderem alterar a ordem de realização da tarefa (19,3%) são aspetos percecionados como incomodativos por cerca de metade dos respondentes (respetivamente 47,1%, 50% e 48,8%); Não será certamente por acaso que a dimensão dor não surgiu associada à sujeição do trabalhador a condições físicas de trabalho, mas emergiu associada a outros tipos de constrangimentos que refletem a ausência de autonomia: os trabalhadores que indicaram sentir incómodo por não ter possibilidade de escolher o horário de trabalho têm uma maior probabilidade de se queixarem de dor (OR=17.500, p=.019).

3.2. Os “Colarinhos Azuis” entre a pressão do planeamento, dos clientes…e o desejo de dignificação profissional O grupo Colarinho Azul é composto por operacionais que desenvolvem a sua atividade em contexto urbano, junto das infraestruturas de água e saneamento, por motoristas e por operacionais de setores oficinais. Trata-se portanto de atividades realizadas principalmente ao ar livre e na presença de outras pessoas (84,9%). Deste modo, salientamos um conjunto de respostas que reforçam a representação que temos dos constrangimentos a que estes trabalhadores estão expostos no seu quotidiano: ruído nocivo ou incómodo (35,8%), calor ou frio intenso (52,8%), poeiras ou gases (61,6%) e agentes biológicos (35,2%), gestos repetitivos (39%), posturas penosas (45,3%), esforços físicos intensos (45,3%), postura de pé estática prolongada (33,3%) e postura de pé com deslocamento (44,7%). No que respeita às implicações na saúde, salientamos os problemas músculo-esqueléticos (28,9%) e as dores de costas (52,2%) sendo o trabalho considerado como a causa do seu aparecimento por mais de 85% dos respondentes.





Consideram-se à semelhança do grupo “Colarinhos Brancos” expostos a constrangimentos de ritmo, impostos principalmente pela urgência de conclusão das obras/intervenções no terreno que os obrigam a apressar-se (49,1%), impondo a supressão de refeições ou pausas (56%) e a ultrapassar o horário normal (67,3%), a ter de fazer várias coisas ao mesmo tempo (45,9%), sujeitando-os a frequentes interrupções (38,4%), a ter de resolver problemas ou situações sem ajuda dos colegas (62,4%), sendo frequentemente sentida essa necessidade (77,4%). Junta-se a ausência de autonomia para definir a ordem de realização das tarefas (27%) e como realizá-las (23.3%), limitando a capacidade de executar essa gestão temporal do trabalho. A dependência das chefias para a tomada decisões (21%) revelou-se determinante na probabilidade de ocorrência de reações emocionais (OR=3.854, p=.032). Encontrámos mais uma vez a dor associada não diretamente à componente física, mas a um aspeto do ritmo de trabalho: ter de me apressar (OR=5.873, p=.005). A sujeição à intensificação do trabalho, como o descrito pelos próprios trabalhadores, é penosa, acarreta sofrimento, podendo a dor ser interpretada como uma das suas expressões.

A estes constrangimentos, juntam-se os gerados pela dependência face aos pedidos dos clientes e/ou utentes da via pública (32,1%), vendo-se obrigados a suportar as suas exigências (52,8%) e estabelecendo, por vezes, com eles relações tensas (56%), perturbadoras da qualidade do sono (OR=2.922, p=.009). Note-se que quase um terço destes trabalhadores consideram que não conseguirão manter a sua atual função aos 60 anos (32,7%).

Porém, outros resultados vieram mostram uma outra faceta do vivido do trabalho por este grupo de profissionais.

Embora não seja um número elevado, houve trabalhadores que manifestaram o sentimento de que estão sujeitos a um trabalho que abala a sua dignidade (15,1%). E, aqueles que se consideram expostos a esta situação apresentam quase seis vezes mais probabilidade de terem queixas de reações emocionais (OR=5,663, p=.006) e cinco vezes mais probabilidade de terem perturbações de sono (OR=4.955, p=.002) Sentir essa exposição como incomodativa é determinante na ocorrência de fenómenos de isolamento social (OR=16.000, p=.024). Talvez por isso não desejem este trabalho para os seus filhos (40%) e se sintam insatisfeitos (25,2%).

Os resultados revelaram ainda para este grupo a importância do reconhecimento profissional do trabalho já que declararam a sua ausência por parte das chefias (28,9%) e dos colegas (27%) e de verem a sua opinião desconsiderada no coletivo a que pertencem (28,3%).

Vemos como estes aspetos do vivido do trabalho, pouco ou quase nada percetíveis, acabam por emergir quando ouscultamos os trabalhadores, lhes damos oportunidade, sob um regime de confidencialidade, de se expressarem, de revelarem os seus sentimentos em relação ao trabalho e seus atores.

4. CONCLUSÃO Os resultados revelam-nos que o trabalho para além do óbvio, do imediato, tem também “um lado menos vísível”, quer em termos de condições e caraterísticas, quer de repercussões na saúde. É, pois, necessário definir abordagens que permitam ir para além das tendências de relacionar os problemas de saúde com os aspetos físicos ou ambientais do trabalho e que permitam considerar que a organização do tempo e do conteúdo do trabalho, as relações interpessoais e com o público são igualmente determinantes na evolução e construção da saúde. Dar visibilidade a estas relações constitui um enorme e urgente desafio, face às mudanças das condições de trabalho (novas relações laborais, políticas de downsizing, etc.), que se têm vido a desenhar principalmente na última década. Nesse processo é necessário estabelecer um quadro de ação participativo, que inclua os trabalhadores e lhes dê a oportunidade de se expressarem. O INSAT revelou-se como um instrumento que cumpre o papel de mediador entre todos os envolvidos num processo de prevenção e promoção da saúde e segurança no trabalho.

5. REFERÊNCIAS Askenazy, P.; Cartron, D.; Coninck, F.; Gollac, M. (2006), Organisation et intensité du travail. Octares Editions, Toulouse, p.532.

Barros-Duarte, C. (2005). A saúde no trabalho: compreender a perspectiva do Homem no trabalho. Revista da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, nº 2, Edições Universidade Fernando Pessoa, from: https://bdigital.ufp.pt/dspace/bitstream/10284/664/1/212FCHS2005-13.pdf Barros-Duarte, C.; Cunha, L.; Lacomblez, M. (2007), INSAT: uma proposta metodológica para análise dos efeitos das condições de trabalho sobre a saúde. Laboreal, 3, (2), 54-62, from: http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=37t45nSU547112311:499682571.

Barros-Duarte, C.; Cunha, L. (2010), INSAT2010 – Inquérito Saúde e Trabalho: outras questões, novas relações. Laboreal, 6, (2), 19from http://laboreal.up.pt/revista/artigo.php?id=48u56oTV6582234;5252:5:5292.

Brun, E., Miczarek, M. (2007). Expert forecast on emerging psychossocial risks related to occupational safety and health. European risck observatory report. European agency for safety and health.

Eurofound (2011). Evolução ao longo do tempo – Primeiras conclusões do inquérito Europeu sobre as condições de trabalho. Síntese.

from http://www.eurofound.europa.eu/surveys/smt/ewcs/results.htm.

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

Pressão plantar: Análise do caminhar com mudanças de direcção em mulheres pos-menopáusicas obesas e não obesas Plantar pressure: Gait analysis with direction changes in postmenopausal obese and non-obese women Silva, Davida; Gabriel, Ronaldob; Moreira, Mariac; Abrantes, Joãod; Faria, Aurélioe a Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, davidutad@gmail.com; b Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde, CITAB, Universidade de Trás-osMontes e Alto Douro, rgabriel@utad.pt; c Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde, CIDESD, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, hmoreira@utad.pt; d MovLab, CICANT, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, abrantes@sapo.pt ; e Departamento de Ciências do Desporto, CIDESD, Universidade da Beira Interior, afaria@ubi.pt

1. INTRODUÇÃO Na locomoção humana o pé é a interface com o solo, alterações no comportamento do pé podem levar a alterações biomecânicas ao longo de toda a cadeia cinemática. Adicionalmente diversos estudos referem a possibilidade da obesidade interferir com o comportamento do pé durante o apoio (Faria, et al, 2009). A análise de padrões do comportamento do apoio plantar, são um instrumento importante para a definição de um padrão de deslocamento normal, ou para a previsão de padrões de apoio plantar indutores de lesões (Cock, et al, 2005). A combinação de sarcopenia e obesidade na menopausa estão fortemente associados á diminuição das capacidades físicas do individuo, as quais podem resultar em quedas (Monteiro, et al, 2010). A queda pode ser definida como uma mudança de posição súbita e não intensional, a qual pode ser causada por diversas formas de locomoçao, sobretudo qundo existe uma alteração no direcção de deslocamento (Woolley, et al, 1997). O objectivo consistiu em comparar parâmetros temporais do apoio plantar entre mulheres (pós-menopáusicas) obesas e não obesas, durante a alteração da direcção do caminhar. Esta comparação foi realizada tanto no primeiro como no segundo apoio.

2. METODOLOGIA

2.1 Amostra A amostra foi constituída por 61 mulheres pós-menopáusicas caucasianas, sem menopausa prematura, as quais foram dividas em dois grupos tendo por base o seu Body Mass Index (BMI), utilizando como valor de referência, 25,5 kg.m-2 (Sardinha e Teixeira, 2000). Todos os elementos da amostra eram sedentárias e não apresentavam patologias que alterassem o padrão motor do caminhar (Hills et al,2001).

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2.2 Procedimentos Para a obtenção dos dados relativos ao peso e á altura da amostra, foi utilizada uma balança e estadiómetro SECA. Para a obtenção de dados sobre variáveis temporais do apoio plantar, foram utilizadas duas plataformas de pressão Footscan (RsScan International, 1m × 0.4m, 8192 sensores, 253 Hz). A tarefa realizada no presente estudo foi caminhar efectuando uma alteração na direcção do deslocamento (side-cut, 45º), tendo sido utilizado o protocolo 2-step (Bus & Lange, 2005). Duas plataformas de pressão plantar foram apoiadas no chão de modo a que a segunda plataforma fizesse um ângulo de 45º na horizontal em relação à primeira e obrigasse a amostra a realizar uma mudança de direcção. A amostra colocou o pé direito na primeira plataforma e o pé esquerdo na segunda plataforma enquanto mudava de direcção. Para a recolha de dados definiram-se dez áreas anatómicas do pé (HM, calcanhar medial; HL, calcanhar lateral;



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