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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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Cronobiologia da nutrição/ alimentação aplicada à Saúde Ocupacional Chronobiology of the nutrition applied to the Occupational Health Santos, Mónica Cliwork, Atlanticare, Medicisforma, email: s_monica_santos@hotmail.com

1. INTRODUÇÃO A forma como um trabalhador executa a sua alimentação/ nutrição é influenciada pelo contexto cronobiológico e laboral, sendo a sua saúde global daí consequente. Funcionários menos saudáveis, tal como está descrito da literatura, têm menor produtividade e maior taxa de acidentes. Este trabalho tem então o objetivo de fornecer alguns dados pertinentes sobre o tema e mais recentemente publicados à equipa de Saúde Ocupacional.

2. MATERIAIS E MÉTODOS Foi realizada uma pesquisa em Julho de 2009, utilizando as bases de dados “Medline with full text, Academic Search complete, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Database of abstracts of reviews of effects, Fuente Académica e Medic Latina”. Consideraram-se as seguintes palavras/ expressõeschave: “chronobiology, circadian rythm, food, eating habits, occupational medicine e shiftwork”. Utilizaram-se como critérios de seleção a existência de texto completo, língua inglesa, qualidade metodológica, pertinência para o tema e data de publicação mais recente (igual ou superior a 2003). Excecionalmente, foi também considerada a tese de mestrado da autora, publicada em 2009 (mas em revista não-indexada) relativamente a um item abordado neste trabalho (Síndrome Metabólico).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

3.1. Noções gerais sobre cronobiologia da alimentação/ nutrição A ingestão alimentar é muito mais complexa do que comer quando se tem fome e parar quando nos sentimos saciados;

por vezes, as associações sensoriais aprendidas servem como reguladores do processo. A ingestão na realidade é um processo mental que engloba as sensações físicas e propriedades químicas dos alimentos que, quando repetidas, se vão associando a determinados efeitos pós-prandiais, surgindo assim o respetivo condicionamento (Selmary, 2006).

A alimentação organiza-se num ciclo de 24 horas, ou seja, circadiano; quer em humanos, quer em animais estudados em laboratório, como os roedores (Selmary, 2006). Num ambiente normal, a ingestão costuma ocorrer na fase activa do dia (Morgan, 2004). Acredita-se que o relógio biológico principal se situa no núcleo supraquiasmático, no hipotálamo; lesões nesta área implicam alterações na ingestão de sólidos e líquidos. A sincronização com o dia/ noite é feita através da colaboração da retina. A orientação circadiana da ingestão proporciona não só harmonia do organismo com o ambiente, como também pode sinalizar outras funções rítmicas (Selmary, 2006).

3.2. Relógios biológicos periféricos Mais recentemente surgiu a noção de “genes do relógio” (clock genes), que se acredita mediarem a interacção entre o relógio principal (núcleo supraquiasmático) e os relógios periféricos. Alguns investigadores colocam a hipótese de os macronutrientes atuarem justamente aí (Selmary, 2006; Pardini, 2005).

3.3. Perfis hormonais Durante o dia, devido à ingestão e secreção de insulina, há maior tendência para metabolizar glicose e armazenar gordura, por sua vez, durante a noite, é mais frequente a metabolização dos lípidos (devido à diminuição da glicose, insulina e respectiva sensibilidade, bem como ao aumento da hormona de crescimento e do cortisol durante o sono) (Selmary, 2006; Waterhouse, 2005).

3.4. Teoria homeostática Durante muitos anos valorizou-se a teoria homeostática, na qual se defendia que qualquer desvio do que se considerava normalidade era posteriormente corrigido por feed-back. Hodiernamente, apesar de não ter perdido totalmente o seu valor, tem de ser complementada com a noção de ritmicidade e cronobiologia. Segundo esta teoria deverá existir um equilíbrio entre o consumo e o gasto energético. Acreditava-se que o cérebro receba informação sobre a gordura corporal via leptina e/ ou insulina (que circulam em proporção com a gordura corporal); uma diminuição destas substâncias é interpretada como déficite de lípidos armazenados e/ ou diminuição da disponibilidade de outros nutrientes (como a glicose); nestas situações o cérebro estimularia a ingestão e a diminuição do dispêndio energético (Selmary, 2006).

3.5. Escolha de nutrientes Estudos em laboratório, com roedores, verificaram que (quando lhes era possível a escolha) estes preferiam os carbohidratos no início da fase escura, enquanto que no final da mesma elegiam mais frequentemente a ração com proteínas, ou seja, quando surgia a necessidade de energia rápida eram consumidos mais carbohidratos, a seguir ao período de repouso e, na fase mais activa, valorizavam a proteína e a gordura (para repor as reservas para o próximo período de repouso) (Selmary, 2006). Contudo, a ritmicidade da ingestão da água foi considerada mais potente estatisticamente do que a dos lípidos, proteínas e carbohidratos (Selmary 2004). Esta escolha de macronutrientes também abrange a espécie humana, na medida em que se acredita na existência de uma preferência matinal de carbohidratos e de lípidos ao final do dia, apesar da óbvia interacção com os hábitos pessoais e normas culturais (Selmary, 2006).





3.6. Unidades de isolamento Estudos realizados em unidades de isolamento (ou seja, locais com evição de qualquer pista de orientação temporal), verificaram que os indivíduos com maior frequência ingeriam um pequeno-almoço pequeno, um almoço maior e quente e um jantar ainda mais volumoso e também quente. Aliás, a expetativa da refeição quente desencadeava maior sensação de fome e proporcionava maior prazer e saciedade (Waterhouse, 2004).

3.7. Jet-lag (pessoal ou profissional) Indivíduos sujeitos a jet-lag referem com maior frequência fenómenos como indigestão e alteração do padrão usual da ingestão. Desta forma, diminui o interesse e prazer na alimentação, eventualmente potenciados também pela alteração do fuso horário, desajuste com o ritmo da temperatura corporal e alterações das condições para a preparação dos alimentos (Waterhouse, 2005).

3.8. Trabalho por turnos nocturnos O trabalhador tem obrigatoriamente que adequar a sua ingestão com o horário laboral (Waterhouse, 2004). Quando se trabalha durante a noite surge a perturbação dos ritmos circadianos (Waterhouse, 2004; Ghiasvand, 2006). Alguns autores defendem que os hábitos alimentares dos trabalhadores variam não só com o horário, mas também com a estação do ano (maior ingestão no Inverno, privilegiando os carbohidratos e lípidos; apesar de não existirem diferenças no índice de massa corporal, eventualmente pelo maior gasto energético dessa estação); contudo, outros investigadores não encontraram associações estatisticamente significativas na dita preferência nutricional (Pasqua, 2004).

Muitas das hormonas associadas à alimentação não têm um ajuste rápido, pelo que surgem alterações nos perfis glicídico e lipídico. Já foi mencionado que a insulina, por exemplo, tem o seu nadir (valor mínimo) de sensibilidade durante a noite (por diminuição da sensibilidade da célula beta pancreática). Contudo, além da influência do ritmo circadiano hormonal, também se acredita que a tolerância à glicose depende ainda da interacção sono- vigília (Al- Naimi, 2004).

Ao trabalho nocturno estão associadas maiores prevalências de indigestão, menor interesse pela comida e alteração na escolha/ padrão alimentar (Waterhouse, 2004 e 2003; Al- Naimi, 2004); tal poderá ser atenuado parcialmente preferindo as refeições quentes às frias (Waterhouse, 2005), apesar de ser mais frequente o consumo das últimas (Waterhouse, 2003), por questões de ordem prática. Além disso, estes trabalhadores consomem mais “snacks”; até porque durante a noite existem menos serviços de restauração abertos (na empresa e fora dela) (Waterhouse, 2004 e 2003).

Daí que, frequentemente, se associe o trabalho por turnos ao aumento do risco cardiovascular (Morgan, 2004; Pasqua, 2004; Al-Naimi, 2004):1,4 vezes superior (Morgan, 2004; Al-Naimi, 2004), mesmo após ajustamento com o estilo de vida, tensão arterial e perfil lipídico, ou seja, patologias como a dislipidemia, hipertensão arterial e obesidade abdominal são mais prevalentes aqui (Al-Naimi, 2004). A doença ulcerosa péptica é também mais frequente nos trabalhadores nocturnos (Waterhouse, 2003).

3.9. Síndrome Metabólico Esta condição pode-se definir como sendo a conjugação (total ou parcial) de vários fatores de risco cardiovasculares, nomeadamente a dislipidemia (hipertrigliceridemia e/ou aumento do colesterol total e/ou do colesterol LDL e/ou diminuição do colesterol HDL), hipertensão arterial, tolerância diminuída à glicose/ hiperinsulinemia/ Diabetes Mellitus e obesidade abdominal. Os parâmetros considerados são sensivelmente os mesmos, mas a importância dada a cada um e o valor de cut- off variam razoavelmente, entre as diversas definições existentes (Santos, 2009). Alguns autores defendem que o trabalho com turnos nocturnos (e/ou alternância diurno/ nocturno) aumenta a incidência e gravidade desta síndrome (Lin, 2009).

Por exemplo, considerando apenas o perfil lipídico, sabe-se que nos trabalhadores por turnos o colesterol total e o LDL colesterol são mais elevados (mesmo após ajustamento à idade e alimentação). Ao longo do dia o rácio HDL/ colesterol total, HDL, colesterol total, LDL e triglicerídeos chegam a variar 5,6- 30,5- 31,6- 33,5 e 38, 5%. O mesmo se verifica sazonalmente, ou seja, o colesterol total e o LDL são 3 a 5% mais elevados no Inverno (Ghiasvand, 2006).

4. CONCLUSÕES A ingestão alimentar tem um papel importante na ritmicidade circadiana, permitindo que se ingira na altura do dia mais apropriada, servindo este processo também como sincronizador para outros órgãos/ funções.

Seria desejável que nos locais de trabalho por turnos existisse uma equipa de saúde com conhecimentos de cronobiologia, de forma a monitorizar a sincronização/ dessincronização dos funcionários, uma vez que trabalhadores com um melhor nível global de saúde ficam mais satisfeitos e são mais produtivos.

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

5. REFERÊNCIAS Al-Naimi, Hampton, Richards, Tzung, Morgan. 2004. Postprandial metabolic profiles following meals and snacks eaten during simulated night and day shift work. Chronobiology International, 21(6), 937-947.

Ghiasvand, Heshmat, Golpira, Haghpanah, Soleimani, Shoushtarizadeh, Tavangar, Larijani. 2006. Shift working and risk of lipid disorders: a cross-sectional study. Lipids in health and disease, 1-5.

Lin, Hsiao, Chen. 2009. Persistent rotating shift-work exposure accelerates development of metabolic syndrome among middle-aged female employees: a five-year follow-up. Chronobiology International, 26(4), 740-755.

Morgan, Hampton, Gibbs, Arendt. 2004. Circadian aspects of postprandial metabolism. Chronobiology International, 20(5), 795-808.

Pardini, Kaeffer, Trubuil, Bourreille, Galmiche. 2005. Human intestinal circadian clock: expression of clock genes in colonocytes lining the crypt. Chronobiology International, 22(6), 951-961.

Pasqua, Moreno. 2004. The nutritional status and eating habits of shift workers: a chronobiological approach. Chronobiology International, 21(6), 949-960.

Santos. 2009. Correlação entre alguns parâmetros da síndrome metabólica e actividade física, entre progenitores e filhos em idade escolar. Tese de mestrado apresentada em Julho de 2009 na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. 1-131 Selmary, Paquet, Thibault. 2004. Reability of the circadian rhythm of water and macronutrient-rich diets intake in dietary choice.

Chronobiology International, 21(3), 385-392.

Selmary, Thibault. 2006. Food ingestion and circadian rhythmicity. Biological Rhythm Research, 37(3): 179-189.

Waterhouse, Buckley, Edwards, Reilly. 2003. Measurement of and some reasons for differences in eating habits between night and day workers. Chronobiology International, 20 (6), 1075-1092.

Waterhouse, Jones, Edwards, Harrison, Nevill, Reilly. 2004. Lack of evidence for marked endogenous component determining food intake in humans during forced desynchrony. Chronobiology International, 21(3), 445-468.

Waterhouse, Kao, Edwards, Weinert, Atkinson, Reilly. 2005. Transient changes in the patterns of food intake following a simulated time-zone transition to east across 8 time zones. Chronobiology International, 22(2), 299-319.

Há lugar para a Enfermagem numa Equipa de Saúde Ocupacional?

Is there a place to nursing staff in the Occupational Health Team?

Santos, Mónica Cliwork, Medicisforma, Atlanticare, email: s_monica_santos@hotmail.com

1. INTRODUÇÃO No conceito de Saúde Ocupacional estão incluídas a promoção do mais elevado bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores, bem como prevenção dos desvios de saúde provocados pelas condições de trabalho, associados aos riscos laborais (OIT/OMS). Contudo, a Saúde Ocupacional nem sempre é executada com profissionalismo, conhecimentos, empenho ou ética; aliás, muitos destes profissionais não têm os conhecimentos mínimos desejáveis e/ ou tal atividade apenas corresponde a um part-time sem importância, para completar o rendimento mensal.

Entre outros técnicos (como o Médico, Técnico de Higiene e Segurança ou até o Cardiopneumologista), muito frequentemente estão envolvidos Enfermeiros. A lei define que estes últimos devem ter habilitações adequadas (sendo obrigatórios para empresas de grande dimensão) mas, por outro lado, a legislação não define que habilitações são essas.

As tarefas que estes executam neste contexto são as punções venosas (para realização de hemograma e bioquímica) e outros exames auxiliares de diagnóstico, para os quais não tiveram formação (como o eletrocardiograma, audiograma, espirometria e testes de acuidade visual) e/ ou cuidados de primeiros socorros, quantificação de tensão arterial, administração de fármacos e/ ou desenvolver actividades de promoção e educação para a saúde (sobretudo se trabalharem diretamente para a empresa cliente).



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