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«FICHA TÉCNICA Título Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2012 - Livro de Resumos Autores/Editores Arezes, P., Baptista, J.S., Barroso, M.P., ...»

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A incubadora, equipamento que permite manter o RN vivo, conservando uma temperatura constante, é também uma fonte de ruído. O ruído deste equipamento situa-se, em média, em intervalos de 55 a 60 dB. No entanto, os RN contam com outras fontes sonoras, tais como, rádios, a voz humana e o som de abrir e fechar da porta da incubadora, o que origina um acréscimo de 10 a 40 dB. Assim, a exposição a intensidades sonoras como estas, associadas à utilização de medicamentos ototóxicos, são factores relevantes dos distúrbios auditivos (Piva, 2005). Algumas actividades podem provocar níveis de ruído elevados, como o colocar do biberão em cima da incubadora (84 dB), o fechar da porta da incubadora (80 dB), o alarme da incubadora (67 dB), a conversação normal 45 a 50 dB, o murmuro (30 dB). O ruído ambiente faz com que as pessoas falem mais alto, assim a necessidade de controlo do ambiente acústico Unidade é de extrema importância (Piva, 2005). Segundo um estudo realizado por Corrêa (2005), em média, os valores dos níveis de pressão sonora foram 59,9 dB(A) de manhã, 62 dB(A) à tarde e 59,1dB(A) à noite. Estes valores, foram superiores ao nível máximo de pressão sonora recomendado para UCIN, ou seja, 45 dB(A). Os níveis médios de pressão sonora no interior das incubadoras foram menores que os do exterior, mas superiores a 45 dB(A). Os níveis de ruído presentes nestes ambientes podem afectar os RN, desencadeando aumento nas frequências cardíacas, respiratórias e queda de saturação periférica de oxigénio, menor tempo de permanência nos estados de sono e dificuldade para manter um sono profundo, além de alterações na actividade motora (Nogueira, Piero, Ramos, Souza, & Dutra, 2011). Em Portugal não existe enquadramento legal específico para o ruído nestas unidades de saúde, e os estudos nesta temática não abundam e os que existem foram realizados há algum tempo, daí a necessidade de investigar, o ambiente acústico que se encontra nestes espaços. O objectivo desta investigação foi verificar os níveis de ruído a que os RN da UCIN da zona norte e da UCIN da zona centro estão expostos e se este é significativo para os RN aí presentes. Como objectivo secundário pretendeu-se avaliar qual das duas UCIN terá maiores níveis de ruído.

2. MATERIAL E MÉTODOS O estudo de investigação desenvolveu-se no período compreendido entre Outubro de 2010 e Junho 2011, tendo sido realizado em duas Unidades de Cuidados Intensivos da Neonatologia, uma na zona norte (Porto), e outra na zona centro (Coimbra). A recolha dos dados realizou-se entre os meses de Março a Maio de 2011. Este estudo classificou-se como sendo de Nível II, do tipo Descritivo-Correlacional e de natureza Transversal. Do universo de incubadoras existentes nas Unidades de Cuidados Intensivos das Neonatologias foram avaliadas 9 incubadoras da UCIN da zona centro, que corresponde ao número total de incubadoras em funcionamento durante a recolha de dados, e 5 incubadoras da UCIN da zona norte, perfazendo um total de 14 incubadoras. Quanto ao design amostral este foi do tipo não probabilístico, por conveniência. Para proceder à recolha de dados, foram aplicadas diferentes metodologias. Na UCIN da zona norte foram realizadas medições de 24horas fora da incubadora durante 4 dias em cada zona (intensivos e intermédios), dois dias

Occupational Safety and HygieneInternational Symposium on

durante a semana e dois dias ao fim de semana. O equipamento utilizado foi o sonómetro de marca Brüel & Kjaer de modelo 2250. Dentro das incubadoras foram feitas medições com três ensaios de 5 minutos. Durante os ensaios o microfone foi colocado através duma abertura da incubadora, posicionado a alguns centímetros do ouvido do recémnascido. O equipamento utilizado foi um sonómetro de marca CESVA modelo SC-310 e respectivo calibrador.

Na Unidade de Cuidados Intensivos da Neonatologia da zona centro, fora das incubadoras, foram realizadas medições de 24 horas, nas diferentes salas (intensivos; isolamento e intermédios). Dentro das incubadoras foram realizadas medições com três ensaios de 5 minutos, utilizando uma extensão do microfone do sonómetro, posicionada na direcção para onde estaria o ouvido do recém-nascido. Para realizar as medições o sonómetro era sempre calibrado antes e depois das medições. Para comparar os valores obtidos foram utilizados os valores recomendados pela Academia Americana de Pediatria (AAP) e Organização Mundial de Saúde (OMS). A APP estabeleceu, como valores médios de ruído nos hospitais, 45 dB(A) durante o dia e 35 dB(A) durante a noite, referindo que acima destes valores a capacidade de repouso e recuperação dos doentes é perturbada (American Academy of Pediatrics, 1997). Para aquisição de dados foram utilizados os softwares de cada sonómetro e seguidamente foram tratados com recurso ao programa SPSS versão 19.0.

Após validado os pressupostos, quanto ao tipo de estatística a aplicar, (paramétrico ou não paramétrico), recorreu-se aos testes estatísticos: t-Student para 1 Amostra, t-Student para amostras independentes e ao teste ANOVA a I factor univariado, Kruskal-Wallis. A interpretação dos testes estatísticos foi realizada com base no nível de significância de pvaleu=0,05 com intervalo de confiança (I.C.) de 95%. Esta investigação tem única e exclusivamente interesse académico, subtraindo-lhe todo e qualquer interesse financeiro ou económico.





3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Durante o estudo constatou-se que ambas as unidades eram estruturalmente diferentes, na UCIN da zona norte existe uma separação entre cuidados intensivos e cuidados intermédios, mas não são divisões diferentes, enquanto na UCIN da zona centro existem três salas diferentes (intensivos; intermédios; isolamento). Os profissionais da UCIN da zona norte estavam sempre na sala juntamente com os recém-nascidos, na UCIN da zona centro os profissionais possuíam uma sala onde podem estar a conversar e fazer a troca de turnos, esta sala está estrategicamente posicionada entre a sala de cuidados intensivos e a sala de cuidados intermédios, possuindo paredes envidraçadas. Na recolha de dados todas as incubadoras da UCIN da zona norte estavam ocupadas com recém-nascido. Na UCIN da zona centro estavam apenas duas incubadoras ocupadas com recém-nascidos.

Observou-se, na UCIN da zona centro, um dispositivo designado por alarme de ruído, que acendia uma lâmpada sempre que o ruído da unidade ultrapassa-se os limites recomendados (45dB). Assim os visitantes e profissionais baixavam o tom de conversação assim que se acendia a lâmpada. Durante a amostragem na UCIN da zona norte, estavam mais profissionais, visitantes e recém-nascidos, comparativamente ao que ocorreu na UCIN da zona centro.

Perspectivando averiguar em qual das UCIN em estudo se obtiveram valores de LAeq (nível sonoro contínuo equivalente ponderado A) mais elevados fora da incubadoras e efectuar a sua comparação com o valores de referência, nomeadamente os da Academia Americana de Pediatria. Constatou-se que tanto a UCIN da zona Centro ( x=56,6 1,7) como a UCIN da zona norte ( x=59,2 1,5) revelaram que os LAeq eram significativamente superiores ao valor de referência de AAP 45dB (A) (p-value0,001). Constatou-se, ainda, que a UCIN da zona norte apresentou, fora das incubadoras, valores médios mais elevados de LAeq, comparativamente com a UCIN da zona centro. Realizou-se o mesmo procedimento em cada unidade mas estimando os valores LAeq dentro das incubadoras: também se constatou que tanto na UCIN da zona Centro ( x=55,1 8,8) como a UCIN da zona norte ( x=60,1 4,6) ultrapassaram, de forma significativa (p-value0,01) os valores de referência de AAP. Também para verificar os valores médios de LAeq e LCpico (nível de pressão sonora de pico), dentro e fora da incubadora nas diferentes salas/zonas das Unidades, constatou-se que só existiram diferenças médias de LAeq e LCpico significativas (p-value 0,05) entre as diferentes salas quando a medição desses parâmetros eram realizados dentro das incubadoras, em especial no parâmetro L Aeq. Ainda se observou que dentro das incubadoras, os valores médios de LAeq e LCpico, eram mais elevados na sala de isolamento face às restantes (Cuidados Intensivos e Cuidados Intermédios).

Procurou-se, de seguida, estimar e comparar os valores de ruído (LAeq e LCpico) entre o fim-de-semana e a semana e veiose a constatar que durante a jornada da semana, os valores de LAeq ( x=59,9 1,9) eram superiores face ao período do fimde-semana (LAeq x=58,6 0,7) embora não de forma significativa (p-value=0,241). Quanto ao parâmetro LCpico também confirmou-se que durante a semana os valores estimados ( x=113,6 19,6) foram superiores ao do fim-de-semana ( x=106,4 3,8) mas não de forma significativa (p-value=0,499). Também com o intuito de analisar o ruído dentro das incubadoras e se este se relacionava com a idade deste equipamento estratificou-se a idade das referidas incubadoras em dois grupos: 1990 e 2000 (anos em que as respectivas incubadoras foram instaladas na unidades em estudo). Esta análise só foi possível realizar na UCIN da zona centro. Constatou-se que foram as incubadoras mais antigas as que revelaram valores médios de LAeq ( x=55,9 9,6) face às mais recentes ( x=51,5 1,1) apesar de não ser estatisticamente significativa a diferença (p-value=0,241).

Com o objectivo de averiguar se o ruído dentro das incubadoras estava relacionado com a sua marca das incubadoras, os valores de LAeq revelaram ser muito homogéneos (p-value=0,567). Para além disso, para verificar se existiam diferenças nos valores de ruído LAeq e LCpico durante o dia face à noite tendo em conta os valores de referência (AAP) obtiveram-se os seguintes resultados: quanto aos valores médios de LAeq estes foram mais elevados durante o dia ( x=58, 2 1,1) face ao período da noite ( x=54,6 0,3) e ambos os valores ultrapassaram de forma significativa (p-value0,01) os valores de referência (Dia: 45dB; Noite: 35dB). Também se verificara o mesmo sentido quanto aos valores médios de LCpico durante o dia ( x=106,7 4,4) face ao período da noite ( x=97,9 3,4) em relação aos valores de referência de AAP.

4. CONCLUSÃO As Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais foram concebidas para garantir a sobrevivência de RN prematuros e de outros RN de risco. Quem entra pela primeira vez numa UCIN confronta-se com uma realidade muitas vezes ignorada, mas que significa um começo de vida diferente para um crescente número de recém-nascidos. O estudo de investigação desenvolveu-se no período compreendido entre Outubro de 2010 e Junho 2011, tendo sido realizado em duas Unidades de Cuidados Intensivos da Neonatologia, uma na zona norte (Porto), e outra na zona centro (Coimbra). A recolha dos dados realizou-se entre os meses de Março a Maio de 2011. Este estudo classificou-se como sendo de Nível II, do tipo Descritivo-Correlacional e de natureza Transversal. Do universo de incubadoras existentes nas Unidades de Cuidados Intensivos das Neonatologias foram avaliadas 9 incubadoras da UCIN da zona centro, que corresponde ao número total de incubadoras em funcionamento durante a recolha de dados, e 5 incubadoras da UCIN da zona norte, perfazendo um total de 14 incubadoras. Quanto ao design amostral este foi do tipo não probabilístico, por conveniência. Segundo António P. O. Carvalho & Pereira (1998), a redução do ruído da UCIN poderá passar por: redução (ou eliminação) da intensidade dos alarmes sonoros da monitorização; aumento da absorção sonora equivalente, por exemplo, por alteração das características dos revestimentos de piso e tecto utilizados; evitar (ou mesmo eliminar) conversas nas UCIN;

amortecer impactos provocados pela abertura e fecho quer das incubadoras quer das portas habitualmente existentes no móvel por debaixo das mesmas. Em relação à idade verificou-se que as incubadoras mais antigas possuem valores médios de LAeq maiores do que as mais novas, possivelmente um dos factores desta variação está na razão em que os motores das incubadoras estão colados fora da mesma o que não acontece com as mais antigas.

Na análise feita às diferentes salas, na UCIN da zona centro, verificou-se que os valores médios de LAeq e LCpico, dentro das incubadoras foram mais elevados na sala de isolamento. Este resultado é explicado pelo facto de na altura da medição estar permanente nesta sala um RN em risco de vida e necessitar de vários equipamentos de suporte de vida ligados. Fora das incubadoras verificaram-se valores médios mais elevados na sala de cuidados intensivos, pois nesta sala de cuidados intensivos é onde permanecem RN com menor peso. Para estes RN mais debitados é necessária uma boa vigilância e atenção, para isso existem monitores cardiorespiratórios, estes equipamentos emitem sons quando há algum problema com o RN alertando os profissionais, e o accionar destes alarmes originam bastante ruído (Medeiros, 1999). Quanto aos resultados da comparação entre os dias semana e o fim-de-semana, verificou-se que durante a semana se observam valores médios mais altos do que no fim-de-semana. Isto é explicado pelo facto de durante o fim-de-semana estarem menos pessoas na unidade. Ao fim-de-semana há menos profissionais no serviço e, também, não são realizados tantos exames (raio-x, ecografias), ou seja há menos arrasto de objectos e equipamentos, tornando a unidade um local mais calmo.

5. REFERÊNCIAS Carvalho, P., & Pereira, L. F. (Abril de 1998). Ruído em incubadoras e unidades de cuidados intensivos.

Corrêa, A. d. (2005). Ruído: Níveis de pressão sonora captados no interior e exterior de incubadora em unidade de cuidados intensivos neonatal.

Fernanda Soares Aurélio, F.S. (2010). Ruído em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: mensuração e percepção de profissionais e pais.

Fernandes, P. (Setembro de 2008). Ambiente sonoro numa Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais e a música como forma amenização desse ambiente. Monografia. Lisboa, Lisboa, Portugal.

Kakehashi, T. Y., Pinheiro, E. M., Pizzarro, G., & Guilherme, A. (2007). Nível de ruído em unidade de terapia intensiva neonatal. Acta Paul Enferm, 404-409.

Katz, J. (1999). Tratado de Audiologia Clínica. São Paulo: Manole.

Medeiros, L. B. (1999). Ruído: efeitos extra-auditivos. Ruído: efeitos extra-auditivos. Porto Alegre.

Nogueira, M., Piero, K., Ramos, E., Souza, M., & Dutra, M. (2011). Mensuração de ruído sonoro em unidades neonatais e incubadoras com recém-nascidos: revisão sistemática de literatura. Artigo de Revisão.



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